O presidente da Câmara da Covilhã, Hélio Fazendeiro, assegurou na última assembleia municipal, realizada a 29 de dezembro, que a “regeneração urbana é uma das prioridades do mandato” que iniciou em novembro passado.
O tema da requalificação do espaço urbano, apresentado pela bancada do PS, foi debatido, com alguns partidos da oposição a criticarem a falta de zelo nos espaços públicos, nomeadamente em passeios, vias de comunicação ou no próprio Centro Histórico da cidade.
O autarca garantiu que a melhoria de praças, largos ou passeios, e de locais públicos, é uma meta a atingir. Questionado se existe algum planeamento no que diz respeito à melhoria de estradas, Fazendeiro disse que face à dimensão do concelho, e às necessidades existentes, o plano de intervenção “será longo” e irá ocupar “mais que um mandato”, esperando na próxima primavera iniciar obras em alguns locais.
A maioria dos deputados rejeitaram ainda uma moção sobre mobilidade e transportes, apresentada pelo PCP. Vítor Reis Silva disse que a mesma visava por cobro à discriminação a que as populações das freguesias mais rurais são alvo, com custos de transportes muito mais elevados do que, por exemplo, áreas metropolitanas de Lisboa e Porto, defendendo um passe de 30 euros no concelho da Covilhã, e o fim da delegação desta matéria na CIMBRSE (Comunidade Intermunicipal da Região das Beiras e Serra da Estrela). “Tem tudo o que o PS defende. A proposta tem muito do que o executivo camarário defende” disse, acusando os socialistas de não quererem “resolver o problema”, já que o PS votou contra o documento.
Pedro Bernardo, deputado socialista lembrou que a Câmara já paga 75% dos passes sociais, a quem tem o Cartão Social Municipal, e investe por ano, em matéria de transportes, cerca de dois milhões de euros. “A nossa prioridade passa por um passe de 30 euros para todo o concelho” garante.

