Câmara de Manteigas adquire antigo “campo do colégio”

Objetivo é ali construir o centro de saúde e bem-estar

O executivo da Câmara de Manteigas aprovou por unanimidade, na passada segunda-feira, 19, na sua reunião pública, a aquisição do terreno onde se situava o antigo “campo do colégio”, para ali instalar, no futuro, um equipamento municipal. O valor da aquisição não foi revelado, mas o autarca local, Flávio Massano, disse que esta era uma “excelente oportunidade” que o município não deveria desperdiçar.

O autarca recordou que o terreno está desocupado “há imensos anos”, e que a ideia é ali instalar o futuro centro de saúde e bem-estar que o município quer construir. Flávio Massano disse já existir uma “espécie de estudo prévio” para a obra, e que será lançado em breve um concurso para o projeto de arquitetura que, contudo, não estará concluído “daqui a um ano”. O autarca frisa que a compra do terreno “é fundamental” até porque ainda há “um longo caminho a percorrer” para que esta empreitada seja uma realidade.

O vereador do PS, Nuno Soares, votou favoravelmente. Contudo, se se mostrou favorável à compra do terreno, discordou do fim que se lhe quer dar. “A finalidade para que se quer, não concordo. Não creio que seja o melhor sítio para este equipamento” disse, apontando antes terrenos contíguos à atual piscina municipal. “Sei que há maiores constrangimentos na aquisição dos mesmos, e que o valor não será igual a este. Mas a piscina deve ser reformulada, e poderia sê-lo aproveitando as sinergias deste projeto” disse. Nuno Soares afirma que o “campo do colégio” tem como condicionante uma linha de água que passa ali próximo, e que ao se fazer uma nova estrutura de saúde e bem-estar naquele local, se está a duplicar custos. “Iremos ter duplicação de balneários, de nadadores-salvadores. Estamos a duplicar custos de funcionamento” afirmou. Nuno Soares apontou, como sugestão para este terreno, a construção de habitação, entre outras opções.

O presidente da Câmara, Flávio Massano, disse que tendia “a concordar” com a posição de Nuno Soares, mas que não se deveria desperdiçar a hipótese de comprar este terreno. Sobre os que estão junto às piscinas, lembra que são de diversos herdeiros, e que o custo é bem maior. “Estaríamos a iniciar um projeto logo com saldo negativo” disse, recordando que “não é líquido” que nos próximos dez anos os terrenos estejam disponíveis. “É preciso saber se a população quer algo perfeito ou feito”, justificou, embora não veja a ideia inicial “como um processo fechado”. “O seu ponto de vista não é errado, mas neste momento importa é adquirir, aproveitar esta excelente oportunidade” disse o autarca.

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