Não se afigura uma tarefa fácil, mas haverá dez jornadas em disputa, num total de 30 pontos. O Sporting da Covilhã vai iniciar a segunda fase da Liga 3, de luta pela permanência, quase do zero. Irá começar com um ponto, fruto de uma primeira fase péssima em que apenas fez 14 pontos, fruto de duas vitórias, oito empates e oito derrotas. Segundo o regulamento, uma vez que ficou em último “ganha” um ponto inicial para a segunda etapa, mas não consegue bonificar, uma vez que caso tivesse feito mais de 15 teria direito a um ponto extra, que não conseguiu. Assim, os serranos partem para a fase decisiva, em que lutam para não descer, logo com diferenças pontuais consideráveis para com os seus opositores.
Não havendo ainda calendário oficial (prova deve ser retomada daqui a três semanas), o Covilhã já sabe que quem estará à frente na tabela será o Atlético, com oito pontos, seguido do Lusitânia de Évora, com sete, Amora (6), Caldas (5) e 1º de Dezembro (3). Os dois últimos descem ao Campeonato de Portugal.
Foi à procura de uma vitória que pudesse dar bonificação (ponto extra) que o Covilhã se deslocou ao Amora no passado sábado. Mas acabou por perder de novo. A equipa da casa foi sempre superior, assumiu o jogo desde início, num relvado muito pesado, mas raramente conseguiu criar oportunidades de golo, frente a um Covilhã que, em termos defensivos, foi dando conta do recado. Muitos cruzamentos para a área, com cabeceamentos por cima, ou remates desviados, era o que o Amora conseguia. Apenas aos 31 minutos o Amora criou perigo, por João Oliveira, que aproveitou uma bola que ficou numa poça de água para se isolar, mas o seu remate saiu à figura de Gustavo Galil, que fez muito bem a mancha. Pouco antes, num dos raros lances de transição ofensiva, Fábio Cruz aproveitou um mau passe e obrigou Daniel Azevedo a uma defesa atenta e segura. Quando se adivinhava um nulo ao intervalo, equipa da casa marcou, já em tempo de compensação. Bola nas costas da defensiva serrana e Miguel Lopes, à saída de Galil, a desviar com êxito para o fundo da baliza.
Na segunda parte, foi ao Covilhã que pertenceu o primeiro remate à baliza, mas Daniel Azevedo voltou a mostrar segurança, e depois, o Amora voltou a pegar no jogo. Aos 58 minutos, com uma estirada, Galil evitou o segundo dos da casa, mas aos 82 minutos, após grande jogada ao primeiro toque, já nada conseguiu fazer quando Dino Semedo, pela direita, lhe surgiu isolado na cara.
Numa temporada em que já teve dois presidentes, e em que é gerido agora por uma Comissão Administrativa, o Sporting da Covilhã enfrenta um dos seus maiores desafios: o de não cair no quarto escalão do futebol nacional. Durante as próximas semanas, é possível que ainda haja alterações no plantel, com entradas e saídas. Aliás, já foram alguns os atletas a deixar o clube, o último dos quais, na semana que passou, o central Gonçalo Loureiro.

