USCB garante que Câmara prometeu redução geral de preços nos transportes

A União de Sindicatos de Castelo Branco (USCB), a Inter-Reformados/Castelo Branco, a Associação de Reformados da Covilhã e a União de Reformados do Tortosendo, prometem estar “atentos e interventivos” aos transportes na Covilhã, após terem reunido, ontem, segunda-feira, 26, com o presidente da Câmara, Hélio Fazendeiro, e o vereador João Marques, para analisar questões como os passes sociais, os descontos previstos e implementação de transportes gratuitos para os portadores do cartão social, bem como uma redução global de preços para todos os utentes, quer nos transportes urbanos, quer nos suburbanos.

Em comunicado, a USCB afirma que Hélio Fazendeiro terá informado que a redução de 75% “é para manter” e, por isso, os utentes na aquisição do passe e dos bilhetes pré-comprados de fevereiro “não pagarão qualquer valor, devendo, no entanto, apresentar o comprovativo do pagamento efetuado na aquisição do passe e bilhetes de janeiro.” Já os reformados maiores de 65 anos “não terão de apresentar o Cartão Social Municipal, mas tão só o BI/Cartão do Cidadão.” “Se algo não correr de acordo com esta informação agradecemos que nos informem”, salienta a estrutura sindical.

A USCB reafirmou, perante o autarca, que a atual Câmara “tem o dever de cumprir com o acordado em 2025 com o anterior presidente, Vítor Pereira, que, lembramos, assumiu publicamente o compromisso de implementar a gratuitidade e redução global até final do mandato, o que não aconteceu.” Hélio Fazendeiro terá dito que, no imediato, a autarquia não tem condições para aplicar essa medida, mas que foi assumido que o princípio de gratuitidade para os portadores do cartão social, “embora com alguma modelagem em função dos rendimentos”, e o objetivo de redução do preço para todos os utentes dos transportes urbanos e suburbanos, “se mantém.”

Presidente e vereador terão informado que estão a estudar a forma de, “no mais curto tempo possível”, fazer uma reorganização dos transportes suburbanos, tendo como meta, para este caso, criar um passe único não superior a 30 euros para as freguesias rurais; e estudar a forma de proceder à gratuitidade para os portadores do Cartão Social Municipal e para os reformados com mais de 65 anos e à redução geral do preço para todos os utentes. “Atendendo, à necessidade, que a Câmara invocou, de fazer um estudo dos impactos financeiros e técnicos de todas estas medidas, ficou acordado que dentro de dois meses haverá nova reunião para tratar das questões em apreço”, salienta a USCB, que também chamou a atenção para as “más condições de alguns autocarros, para as questões dos horários e para a má colocação de algumas paragens”, tendo o autarca “anotado para possível correção.”

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