Impactos do Kristin exigem “resposta urgente”

A Direção de Organização Regional de Castelo Branco do PCP exige, em comunicado, uma “intervenção urgente” das autoridades competentes perante os efeitos provocados pela passagem da depressão Kristin pelo distrito, que causou prejuízos significativos em vários concelhos, com especial gravidade nos casos de Castelo Branco e Zona do Pinhal.

Segundo o PCP, nestes concelhos registaram-se inundações, danos em habitações com pessoas desalojadas, falhas na rede elétrica, abastecimento de água e telecomunicações, danos significativos em equipamentos públicos e vias de circulação, bem como prejuízos em atividades económicas, “afetando diretamente o quotidiano e a segurança das populações.”  Para além destes concelhos, a depressão Kistrin atingiu ainda outros pontos do distrito “confirmando a elevada vulnerabilidade do território do interior a fenómenos meteorológicos extremos, agravada por décadas de desinvestimento público, fragilização da proteção civil e insuficiente manutenção de infraestruturas, linhas de água e caminhos rurais” salienta o PCP.

O partido reclama uma avaliação “rápida e rigorosa de todos os prejuízos, com presença efetiva no terreno”, a criação de “apoios públicos a fundo perdido” para as populações afetadas, agricultores, pequenos produtores e microempresas, a “reposição imediata de infraestruturas, acessos e equipamentos danificados”, o reforço dos meios da proteção civil no distrito e medidas estruturais de prevenção, ordenamento do território e adaptação às alterações climáticas, “assentes no investimento público.”

Recorde-se que o governo decretou o estado de calamidade para 60 concelhos do país, entre os quais 10 dos 11 do distrito de Castelo Branco, (apenas Belmonte ficou de fora), onde a devastação foi maior.  A situação de calamidade, inicialmente prevista até ao passado domingo,1, foi prolongada até ao próximo, dia 8, para os seguintes concelhos: Abrantes, Alcanena, Alcobaça, Alvaiázere, Ansião, Batalha, Bombarral, Cadaval, Caldas da Rainha, Cantanhede, Castanheira de Pera, Castelo Branco, Coimbra, Condeixa-a-Nova, Constância, Covilhã, Entroncamento, Ferreira do Zêzere, Figueira da Foz, Figueiró dos Vinhos, Fundão, Góis, Golegã, Idanha-a-Nova, Leiria, Lourinhã, Lousã, Mação, Marinha Grande, Mealhada, Mira, Miranda do Corvo, Montemor-o-Velho, Nazaré, Óbidos, Oleiros, Ourém, Pampilhosa da Serra, Pedrógão Grande, Penacova, Penamacor, Penela, Peniche, Pombal, Porto de Mós, Proença-a-Nova, Rio Maior, Santarém, Sardoal, Sertã, Soure, Tomar, Torres Novas, Torres Vedras, Vagos, Vila de Rei, Vila Nova da Barquinha, Vila Nova de Poiares e Vila Velha de Ródão.

Em comunicado, o Exército Português adiantou que, no âmbito do apoio às autoridades civis e em coordenação com as entidades competentes, manteve e reforçou o seu empenhamento no terreno, com um dispositivo distribuído por quatro distritos e 13 municípios, assegurando ações de remoção de escombros, limpeza e desobstrução de vias, apoio de engenharia, reforço de comunicações, apoio energético/iluminação, busca, salvamento e evacuação (com equipas e botes pré-posicionados), bem como apoio logístico e alojamento, mantendo-se meios em prontidão para resposta imediata a novas ocorrências.

No distrito de Castelo Branco, o trabalho do Exército centra-se na Sertã, com pelotão de intervenção, engenharia e módulo de energia/iluminação, para reforço do dispositivo e resposta a necessidades emergentes.

 

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