A Feira de São Tiago deste ano vai continuar a ser realizada no Complexo Desportivo da Covilhã, não obstante a necessidade de realizar a manutenção dos relvados, e intervenções que proporcionem a realização de atividade desportiva. A decisão foi tomada pela maioria socialista na Câmara da Covilhã, apesar da oposição se ter considerado desfavorável à medida.
Segundo o vereador do PSD, Jorge Simões, “eterniza-se” a realização do certame no Complexo. Não pondo em causa a importância da feira, quer em termos culturais, sociais ou económicos, o eleito “laranja” recorda que não se consegue reabilitar um espaço e “ao mesmo tempo fazer lá a feira”. Simões lembra que as “condições degradantes” do Complexo têm sido apontadas por clubes que o utilizam, mas que a atual maioria “não prevê” mudanças nos próximos quatro anos. “Após a feira, os campos ficam degradados. A feira é um sucesso, mas o desporto tem que andar sempre a adaptar-se” considera o vereador social-democrata, que sugere como alternativa terrenos do antigo aeródromo, uma zona plana, com estacionamento, e infraestruturas básicas de luz e água. “E ali não provoca incómodos nem a moradores, nem às unidades hoteleiras” salienta.
Daniela Fernandes, sexto elemento da lista do Movimento Independente Pelas Pessoas (MIPP), que representou o partido esta sexta-feira, 7, na reunião privada do executivo, defende “uma mudança de local” e aponta como alternativa o Campo das Festas. Já Eduardo Cavaco, da coligação Mais Covilhã (CDS-PP/IL), terá sugerido a ANIL, segundo o presidente da Câmara, Hélio Fazendeiro.
O chefe do executivo reconhece que mudar de sítio é algo que também defende, e que o disse em campanha eleitoral. “É preciso repensar uma nova localização. Há essa consciência, mas tem que ser pensado a médio/longo prazo. É preciso encontrar outro espaço, com dimensão, mas não me parece exequível que mude de local de uma hora para outra”, salienta Hélio Fazendeiro. Que considera que as alternativas apresentadas pela oposição “não me parecem soluções no imediato”. O autarca diz que, por exemplo, o aeródromo carece de infraestruturas necessárias para um evento desta natureza, mas concorda que no futuro a localização “tem que ser equacionada”. O autarca acredita que é possível compatibilizar intervenções de melhoria do Complexo com a Feira.
O executivo aprovou esta sexta-feira as normas de participação no evento que decorrerá em julho.
