Covilhã ainda a fazer contas aos estragos do mau tempo

Entre 22 de janeiro e 5 de fevereiro registaram-se 92 ocorrências no concelho devido ao mau tempo

A Câmara da Covilhã ainda está a contabilizar o montante dos estragos provocados pelo mau tempo que se tem feito sentir nas últimas semanas. “Os prejuízos ainda não estão calculados” disse na passada sexta-feira, 6, o presidente da Câmara, Hélio Fazendeiro, após a reunião de carácter privado do executivo.

Segundo o autarca, entre 22 de janeiro e 5 de fevereiro, foram registadas no concelho 92 ocorrências, entre desabamento de terras, muros, estradas, queda de postes, estruturas ou árvores, inundações, telhados que voaram ou limpeza de neve. “O estado de calamidade prolonga-se e a situação de alerta mantém-se até 15 de fevereiro”, lembra o autarca, que acrescenta que a chuva intensa continua a preocupar. “Os terrenos estão saturados e há risco de desmoronamentos, de quedas de muros e taludes, bem como entupimento de passagens hidráulicas”, explica.

Jorge Simões, vereador do PSD na Câmara, no que diz respeito à limpeza de neve, encontra insuficiências no trabalho feito. Segundo ele, há moradores e turistas, nas Penhas da Saúde, obrigados a deslocar-se a pé, “com risco para crianças, pessoas com mobilidade reduzida e em caso de urgência médica”, devido à falta de limpeza de neve nos arruamentos. Além disso, o eleito social-democrata aponta de novo a falta de abrigos de passageiros para quem usa o autocarro naquela zona. “É uma falta de respeito ver aquelas pessoas ao vento e à chuva”, afirma, relatando que há dias em que nem é possível abrir guarda chuva enquanto se aguarda pelo transporte.

Hélio Fazendeiro explica que a limpeza de neve é feita em articulação com as Infraestruturas de Portugal, nas estradas nacionais, e com os Bombeiros Voluntários e os serviços municipais nos restantes casos. E salienta que os bombeiros têm um veículo pesado e um ligeiro para este serviço, para além de equipamentos pesados do Município. “O que aconteceu de diferente foi que, para além da quede de neve nas Penhas da Saúde, grande parte do concelho também teve queda de neve, obrigando a distribuir os meios”, disse. O autarca assegurou, contudo, que apesar das dificuldades, nevou com intensidade na sexta e no sábado e “a meio do dia de domingo todas as estradas das Penhas da Saúde, com responsabilidade municipal, estavam transitáveis”.

Nos últimos dias, o TCT esteve fechado face um desabamento de terras perto do Refúgio, mas, entretanto, já reabriu. Houve um deslizamento de terras nos Sete Capotes e foi encerrada à circulação a rua Comendador Mendes Veiga (rua do restaurante Zé do Sporting), devido ao perigo de derrocada de um edifício.

VER MAIS

EDIÇÕES IMPRESSAS

PONTOS
DE DISTRIBUIÇÃO

Copyright © 2026 Notícias da Covilhã