Castelo Branco cancela maioria dos eventos previstos para 2026

Câmara vai canalizar recursos para a reconstrução de estruturas afetadas pelo mau tempo

O executivo da Câmara de Castelo Branco decidiu, na sequência das intempéries que atingiram com elevada intensidade o concelho nas últimas semanas, cancelar grande parte dos eventos municipais previstos para o ano de 2026.

“As tempestades provocaram danos significativos em infraestruturas públicas, equipamentos municipais, espaços verdes e vias de comunicação, exigindo uma intervenção prioritária e a reafectação de recursos humanos, logísticos e financeiros para ações de recuperação e reabilitação no concelho” salienta a autarquia, em comunicado, onde conta ter deliberado concentrar todos os esforços na reposição das condições de segurança, na reconstrução das infraestruturas danificadas e também na implementação de medidas de mitigação e prevenção que reforcem a resiliência do território face a futuros fenómenos extremos.

A autarquia, contudo, irá realizar algumas iniciativas por se tratarem de ações de “forte enraizamento cultural, com vertente de sensibilização e de valorização do talento, da tradição, da identidade, da gastronomia e dos produtos endógenos do concelho”. Assim, eventos como o Castelo Branco Moda, o Festival Sabores de Perdição, o Cinema ao Ar livre, Mercadinho de Natal e Passagem de Ano, irão manter-se. “Estes eventos serão ajustados à realidade atual, garantindo critérios de responsabilidade e contenção, sendo planeados em formatos mais restritos e os programas contarão exclusivamente com artistas locais / regionais” garante a autarquia.

Com esta medida, tomada ontem, e comunicada às juntas de freguesia, o município pretende, por um lado, “assegurar uma gestão responsável dos recursos públicos num momento particularmente exigente” e, por outro, “manter um espaço de promoção do território e de dinamização económica local.” A Câmara diz reconhecer a importância cultural, social e económica dos eventos agora cancelados, bem como o impacto desta decisão junto de associações, agentes culturais, patrocinadores e munícipes. “Contudo, entende que o momento exige que a prioridade seja canalizar os recursos com vista à recuperação do concelho”, salienta.

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