Manteigas e Guarda unem-se para requalificar margens do Zêzere

Autarquia de Manteigas aprova proposta de colaboração técnica e financeira com a Câmara da Guarda

As câmaras de Manteigas e Guarda vão trabalhar em conjunto no intuito de requalificar e valorizar o corredor ecológico do rio Zêzere, numa extensão de cerca de 25 quilómetros, entre os dois concelhos, mais concretamente entre Valhelhas e a vila serrana.

Na passada sexta-feira, 13, o executivo manteiguense aprovou por unanimidade um protocolo de colaboração técnica e financeira com o município vizinho da Guarda, depois de ambas as autarquias já terem apresentado à Agência Portuguesa do Ambiente (APA) um projeto conjunto que prevê a criação de trilhos ecológicos ao longo das margens do Rio Zêzere.

“Queremos requalificar toda esta zona, desde as margens à questão dos caudais, mas sem qualquer tipo de artificialismo”, explica o presidente da Câmara de Manteigas, Flávio Massano, garantindo que não se pretende fazer nenhuma espécie de passadiço. Ao NC, o autarca já tinha garantido que não se quer “nada artificial”, mas sim “trilhos ecológicos que permitirão às pessoas caminhar junto ao rio.” Um percurso entre o Viveiro das Trutas e a ponte Filipina de Valhelhas que acredita que “tem pernas para andar”.

Na última sessão do executivo, Massano esclareceu que se trata de um percurso ribeirinho “inundável”, ou seja, que quando o caudal do rio for maior ficará submerso, podendo depois ser utilizado por caminheiros quando o volume de água baixar. Previsivelmente, a partir da primavera.

O vereador da oposição (PS), Nuno Soares, votou favoravelmente a proposta. “É uma ideia interessante. É importante fazermos essa interação com o rio” disse, considerando o facto de hoje muitos dos terrenos de cultivo localizados nas margens do Zêzere estarem abandonados, e os açudes tradicionais feitos por agricultores, para rega, terem deixado de existir, o que prejudica o controlo dos caudais.

Recorde-se que, no ano passado, em comunicado, a Câmara de Manteigas salientava que este projeto intermunicipal de valorização da galeria ripícola e de todo o corredor ecológico “pretende ser uma referência natural e turística da região, destacando-se a necessidade de preservar e recuperar os seus cursos hídricos.”

 

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