Casas em risco de desabamento já estão a ser intervencionadas

Rua mantém-se interdita a peões e viaturas perto do Zé do Sporting

Os proprietários de duas habitações, na Rua Comendador Mendes Veiga (na rua do restaurante Zé do Sporting), que estão em risco de ruína, já começaram a intervencionar os edifícios. Pelo menos, foi o que adiantou o presidente da Câmara da Covilhã, Hélio Fazendeiro, na reunião pública do executivo, esta manhã, onde fez um balanço das consequências das intempéries no concelho, onde entre 25 de janeiro e 18 de fevereiro se registaram 122 ocorrências.

Uma delas foi nesta rua, que acabou por ser cortada à circulação rodoviária e pedonal, com os proprietários a serem notificados para intervirem nos imóveis. Recorde-se que na semana passada, Hélio Fazendeiro admitiu que, em casos destes, e caso os proprietários não assumam a responsabilidade pelas obras necessárias a garantir a segurança pública, a autarquia pode avançar para a posse administrativa das habitações, algo que, neste caso, não se punha. “Este é o último passo que deve ser dado pelo Município quando se esgotaram todas as possibilidades de que os proprietários atuem”, afirmou o autarca, sublinhando que a prioridade é sempre “garantir as condições de segurança pública em todo o território”.

Hoje, o autarca adiantou que a situação na Rua Comendador Mendes Veiga “já está a ser intervencionada pelos proprietários”, algo que o NC, no local, confirmou, vendo algum trabalho de remoção de madeiras podres.

O município, entretanto, já desativou o Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil que tinha sido acionado a 28 de janeiro na sequência das últimas tempestades, mas garante que continuará a acompanhar as populações afetadas, tendo constituído uma Equipa de Acompanhamento Pós-Emergência, “no sentido de prestar apoio aos lesados por esta calamidade”, salienta em comunicado.

Durante a reunião do executivo, Hélio Fazendeiro disse que entre 25 de janeiro e 18 de fevereiro houve um total de 122 ocorrências, entre as quais quedas de árvores, estruturas e muros, inundações, abatimentos de pavimento, movimentos de massas e taludes. Entre os incidentes mais preocupantes esteve o deslizamento de inertes das Minas da Panasqueira para a ribeira de Cebola, a queda de um talude em Casal da Serra e o abatimento do piso no eixo TCT. O autarca disse que, por prevenção, a captação de água na ribeira de Cebola se mantém suspensa, apesar de não existirem indícios de contaminação. Enquanto a situação assim se mantiver, as populações daquela zona continuarão a ser abastecidas por camiões-cisterna, como tem acontecido nos últimos dias.

No que concerne às estradas mantêm-se encerradas a via da Rua da Grila, que faz a ligação entre o Teixoso Vila do Carvalho, a Rua Comendador Mendes Veiga, e o eixo TCT, na zona do Refúgio. “Espero que seja resolvido no início da próxima (esta) semana”, adiantou Hélio Fazendeiro. Condicionados continuam o Caminho Municipal 1406 (Casal de Santa Teresinha) e a Estrada Municipal entre Vales do Rio e Peso.

Hélio Fazendeiro fez ainda questão de lavrar um voto de louvor àqueles têm estado empenhados na resposta a estas situações, englobando os diferentes serviços municipal, agentes de proteção civil, GNR, PSP, Bombeiros e Juntas de Freguesia, pelo papel “absolutamente indispensável” que têm tido na resposta e acompanhamento de todas as situações.

Durante a reunião, um conjunto de munícipes foi pedir ajuda ao executivo na resolução de alguns casos provocados pelo mau tempo, nomeadamente a queda de um telhado, na zona histórica, que terá afetado outras habitações e viaturas que estavam estacionadas na via, reportando à Câmara que as seguradoras não se têm mostrado disponíveis a assegurar os prejuízos.

 

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