“A Covilhã precisa de decisões, datas e obra”

Vereador do PSD avalia primeiros 100 dias de governação do executivo covilhanense

A Covilhã “não precisa de mais frases. Precisa de decisões, datas e obra”. É esta a opinião do vereador do PSD, Jorge Simões, sobre os primeiros 100 dias de governação do novo executivo camarário liderado pelo socialista Hélio Fazendeiro. O social-democrata, em termos genéricos, diz que se comunicou muito, se apresentaram muitas intenções, mas em termos práticos, pouco se fez. Foi isso que Simões disse na passada sexta-feira, 20, na reunião pública do executivo.

Segundo o vereador, a oposição não tem feito barulho, tem sido “exigente, mas construtiva”, apresentando propostas e preguntas “objetivas” em temas que “contam para quem vive e trabalha no concelho”, desde a segurança, acessibilidade, mobilidade, serviços essenciais e espaço público, entre outros.  “Durante a campanha foram assumidas prioridades concretas: regeneração das áreas ardidas, habitação com rendas acessíveis e a ambição de mais de 300 fogos, requalificação do espaço público, devolução do parque da Goldra, redução da fatura da água e saneamento, passe de transportes a 30 euros. Zona livre tecnológica com a UBI, balcão móvel do cidadão e aldeias inteligentes são compromissos claros e é por compromissos que se mede a governação. Ao fim de 100 dias a população não precisa de um novo conjunto de promessas, precisa de respostas diretas. O que está decidido, o que está em marcha e quando chega ao terreno. Precisa de prioridades assumidas com datas e responsáveis. Sem isso, o concelho fica preso num ciclo bem conhecido: muita palavra, pouca obra e a sensação de que os problemas continuam sempre para o próximo trimestre”, disse Jorge Simões.

O presidente da Câmara, Hélio Fazendeiro, considera “injustas” as críticas deixadas pelo vereador da oposição, dando como exemplo a área da habitação, onde a autarquia tem avançado, por exemplo, com a obra de reabilitação de imóveis no Centro Histórico. “Eu compreendo que as faça no âmbito da interpretação que faz do seu mandato na oposição e do exercício do seu direito de intervenção neste órgão”, afirmou o autarca, que considera que o balanço à governação será feito pelo povo no final do mandato.  “O balanço que conta será feito daqui a 1460 dias, quando estivermos novamente a eleições. Esse, sim, é o balanço que conta e vai ser feito naturalmente pelos covilhanenses”, afirmou.

O autarca garantiu foco para trabalhar “diariamente” na melhoria das condições de vida da população, na resposta aos problemas, um caminho a seguir “nos 1300 e muitos dias que ainda faltam até ao final do mandato”.

Já o vereador com os pelouros do urbanismo, infraestruturas e instalações municipais, João Marques, disse que estes dias iniciais de mandato tem sido de “muito planeamento”, lembrando que é necessário “tempo para preparar as coisas. Tem sido feito muito trabalho de acompanhamento e planeamento, no sentido de dar resposta àquilo que tem sido trazido aqui repetidamente”, garantiu João Marques. “Para agir é necessário planear, para não se fazerem as coisas apenas em resposta imediata”, salientou o vereador.

 

 

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