Demolição de imóvel no Centro Histórico aguarda pareceres

Hélio Fazendeiro recorda que há regras para se poder demolir no local

O presidente da Câmara da Covilhã, Hélio Fazendeiro, revelou ontem, segunda-feira, 23, durante a sessão da Assembleia Municipal, que a demolição de um imóvel no largo da Senhora do Rosário, de modo a “abrir” aquele espaço para usufruto público, ainda depende de pareceres de diversas entidades, por serem casas que estão no casco histórico da cidade.

No início da reunião, Pedro Seixo Rodrigues, que tem representado um grupo de moradores que defende a demolição do imóvel em vez da sua reconversão para criação de dois apartamentos (T1), voltou a defender essa ideia e quis saber se já haveria alguma novidade sobre o assunto, que inclusive foi alvo de uma petição por parte de moradores, comerciantes, trabalhadores e cidadãos daquela zona do Centro Histórico. Hélio Fazendeiro explicou que a obra continua suspensa, e que a autarquia depende ainda de algumas autorizações para eventualmente fazer a demolição completa do imóvel. “O Centro Histórico obriga a várias autorizações, como por exemplo, da CCDR. Estamos a tentar demonstrar que pode ser demolido, para colocar o espaço para usufruto do público. Espero que, em breve, tenhamos uma resposta, de modo a realizar uma intervenção que valorize o Centro Histórico” disse o autarca covilhanense.

Recorde-se que no final de 2025, o presidente da Câmara da Covilhã prometeu “reavaliar o projeto” de construção dos dois apartamentos naquele edifício, localizado no Largo de Nossa Senhora do Rosário, que estava devoluto, e que pertence ao município, depois de alguns moradores daquele local terem avançado com uma petição pública para a requalificação do largo, mas que passa pela demolição do imóvel. “Gostávamos que o projeto fosse reconsiderado, face às dificuldades de circulação e estacionamento ali existentes” disse numa sessão pública do executivo, Pedro Seixo Rodrigues.

Na petição é defendido que a velha casa vá abaixo criando assim espaço público e melhorando a circulação. Os moradores dizem que a demolição permitiria a reorganização das vias de circulação de veículos, criação de lugares de estacionamento e de um espaço público para convívio comunitário. Os signatários recordam que ali, por vezes, há dificuldades não só para os moradores circularem, mas também para viaturas de entregas, de emergência (ambulâncias e bombeiros), numa área que atualmente tem “sérias limitações de acesso.” E dizem que com a demolição o próprio património edificado existente sairia valorizado, nomeadamente os edifícios da antiga Fábrica Aibéo e a sede da Associação Empresarial da Covilhã, Belmonte e Penamacor (AECBP), “ambos com interesse histórico e arquitetónico.” Outro dos objetivos será melhorar as condições de salubridade dos edifícios circundantes, “cujas fachadas se encontram a menos de dois metros do imóvel em causa, dificultando iluminação e ventilação natural.”

Pedro Seixo Rodrigues lembrava que de um projeto inicial de 2013, naquela zona, é o único edificado que persiste, tendo outros sidos demolidos.

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