Um tema “presente”, que tem a ver com “desafios atuais” da sociedade, e que visa “apontar caminhos para o futuro”. É este o grande objetivo da segunda edição do encontro “Covilhã Educadora”, que decorre entre 11 e 14 de março, promovido pela Câmara da Covilhã, em colaboração com escolas, agrupamentos, instituições privadas de ensino e a UBI. E que integra também, nos dias 13 e 14, o Encontro Nacional da Rede Territorial Portuguesa das Cidades Educadoras (RTPCE).
O programa foi apresentado ontem, quinta-feira, 26, pela vereadora com a pasta da educação na autarquia covilhanense, Regina Gouveia, que destacou a importância dos temas que dão mote ao encontro: educação, diversidade e inclusão. “Queremos, através da educação e das artes, potenciar a diversidade que hoje existe nas nossas turmas” disse a autarca, que lembrou que as diversas iniciativas terão como palcos principais a Biblioteca, que “não é apenas um espaço de livros”, e o Teatro Municipal (TMC), que assim explora também mais do que a sua função de palco de espetáculos.
O dia de abertura, 11, contará, na Biblioteca, com a presença da secretária de Estado da Administração Escolar, Maria Luísa Oliveira, numa manhã em que haverá uma dramatização baseada na obra “Não só azul”, protagonizada pelo projeto Eu Sou +. De tarde, a conferência inaugural do Encontro, que contará com Sampaio da Nóvoa, “uma autoridade na área da educação”, segundo Regina Gouveia. Uma ação que será certificada pelo Centro de Formação da Associação de Escolas da Beira Interior (CFAEBI), uma das entidades envolvidas na organização.
Num evento que conta com debates, workshops, formação, exposições e momentos culturais, nos dias seguintes serão apresentados projetos educativos, sociais, haverá visitas a espaços culturais, tais como o Museu da Covilhã, recentemente premiado como espaço inclusivo, e haverá ações artísticas que cruzam a música, dança ou teatro, com boas práticas educativas de inclusão.
Nos dias 13 e 14, decorre o encontro da Rede Territorial Portuguesa das Cidades Educadoras (RTPCE), que reúne cerca de 150 cidades do País, e em que se procura, sobretudo, a partilha de experiências. O programa encerra com painéis dedicados aos jovens e aos pais, reforçando a participação de toda a comunidade educativa. “Queremos abranger todos os que fazem parte de uma comunidade educativa: desde docentes a não docentes, pais e, obviamente, em primeiro lugar, os alunos”, conclui a vereadora.
Renato Alves, diretor do CFAEBI, diz que a entidade que representa está “completamente alinhada com este conceito, de que a escola não basta”, e que “todas as linguagens são necessárias para educar”.
