Festival Multiverso no TMC

Há espetáculos agendados para amanhã e depois

O Teatro Municipal da Covilhã (TMC) é um dos palcos pelo qual passa o Festival Multiverso, no âmbito de um dos novos eixos da programação, o “VERTIGO – Territórios Sonoros Expandidos”.

Assim, amanhã, quarta-feira, 4, e na quinta, 5, a principal sala de espetáculos da Covilhã será palco deste Festival de Música Eletrónica e Artes Digitais, uma co-produção das câmaras municipais da Covilhã, Fundão e Castelo Branco.

Esta primeira edição do festival, que se iniciou no passado sábado, e decorre até 7 de março nas três cidades, propõe um panorama atual sobre a criação musical e artística experimental que tem como ponto comum a utilização da eletrónica e das tecnologias digitais como motor de desenvolvimento para a criação artística. O programa proposto congrega diversos formatos e linguagens de criação contemporânea, com especial foco numa perspetiva exploratória, experimental e na criação de lugares de fronteira interdisciplinares. Deste evento farão parte concertos, performances, instalações e exposições, numa programação distribuída por espaços culturais dos três municípios. O Festival Multiverso conta com a direção artística de Rui Dias e produção da Bipolar Associação Cultural.

Na Covilhã e no TMC, amanhã, quarta-feira, 4, às 18h00 e com entrada gratuita, há um Concerto Acusmático em que será possível escutar obras de música sobre suporte em sistema de colunas multi-canal. No mesmo dia, às 21h30, terá lugar um concerto de Drumming + Carlos Guedes intitulado “Time Poetries”. Trata-se de um ciclo de peças para quarteto de lâminas e pequenos instrumentos de percussão e eletrónica sob suporte fixo, que exploram a passagem do tempo em música. O ciclo, encomendado pelo Drumming Grupo de Percussão do Porto, totaliza cerca de 55 minutos e leva os ouvintes numa viagem hipnótica, induzindo estados de transe e explorando sonoridades que evocam a música psicadélica. “Pretende-se que o público entre numa viagem musico-temporal libertadora experienciando vários estados emocionais que advêm de diferentes formas de estar no tempo”, explica o TMC.

No dia 5 (quinta-feira), às 18h00 e com entrada gratuita, o foyer do TMC acolhe o espetáculo “Multiverso” pelo Electronic Music Ensemble (EME) ESART, formação de arquitetura variável constituída por alunos e professores do curso de Música Eletrónica e Produção Musical da Escola Superior de Artes Aplicadas do Instituto Politécnico de Castelo Branco. Criado em 2007, tem como objetivo a exploração de novas linguagens de criação musical coletiva com meios eletrónicos e eletroacústicos, recorrendo a vários tipos de recursos técnicos como sintetizadores, controladores, computação física, instrumentos e processadores virtuais, comunicação por rede, entre outros. Grande parte destes recursos são construídos ou programados pelos próprios alunos.

No mesmo dia, às 21h30, Mário Barreiros apresenta “Na Pele da Terra”, um projeto de Mário Barreiros que combina elementos do jazz tradicional com o uso de eletrónica em tempo real. Este objeto musical combina a interação entre um trio de instrumentos acústicos, composto por Ricardo Toscano (saxofone alto), Carlos Barretto (contrabaixo) e Mário Barreiros (bateria), com a eletrónica de Leonardo Pinto, para manipular e transformar os sons produzidos pelos músicos em tempo real.

O bilhete geral de acesso aos espetáculos nas três cidades custa 20 euros. Na Covilhã, na quarta, o Concerto Acusmático é gratuito, mas o de Drumming+Carlos Guedes custa cinco euros, 3,5 para maiores de 60 anos, menores de 30, estudantes e profissionais das artes. Na quinta, o “Multiverso” é de acesso gratuito, o espetáculo de Mário Barreiros já não: custa cinco euros (com os descontos já mencionados).

 

 

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