A CP- Comboios de Portugal, iniciou esta segunda-feira, 16, o transbordo rodoviário de substituição em vários troços da Linha da Beira Baixa, devido a alterações na circulação ferroviária, face à suspensão da circulação entre Mouriscas- A e Vila Velha de Ródão, que se verifica desde 11 de fevereiro face à queda de um talude naquele troço.
Segundo a empresa, a medida visa assegurar a continuidade do serviço e a mobilidade dos utentes durante o período em que se verificam estas alterações na circulação ferroviária.
O transporte alternativo por autocarro substitui os comboios Intercidades entre a Guarda e Abrantes, bem como os comboios Regionais no percurso entre Mouriscas-A e Vila Velha de Ródão.
Assim, para quem circula da Guarda até Abrantes, em Intercidades, a alternativa são três autocarros às 06:34, 13:34 e 17:54, a partir do largo da Estação. Param depois nas estações de Covilhã (07:14, 14:14 e 18:34), Fundão (07:37, 14:37 e 18:57), Castelo Branco (8:12, 15:12, e 19:32), Ródão (8:42, 15:42 e 20:02) e Abrantes (09:50, 16:50 e 21:10). No sentido contrário, ou seja de Abrantes para a Guarda, o serviço, também com três autocarros, começa às 09:57, 14:54 e 20:57 (restantes horários podem ser consultados na página da CP nas redes sociais).
Já no troço entre Mouriscas A e Vila Velha de Ródão, o serviço do regional é substituído por quatro autocarros, que se iniciam às 08:26, havendo mais às 12:24, 18:18 e 20:25. No sentido inverso, começam às 05:25, havendo mais três às 10:44, 14:43 e 19:03. Todos com paragens em Fratel, Barca da Amieira, Belver, Barragem de Belver e Alvega-Ortiga.
A CP avisa que o serviço rodoviário de substituição não permite o transporte de bicicletas, cadeiras de rodas e trotinetas. O transporte de animais de companhia de pequeno porte é permitido se o animal viajar acondicionado em contentor apropriado que possa ser transportado como volume de mão.
Em comunicado, o Ministério das Infraestruturas e Habitação recorda que o problema que afeta a Linha da Beira Baixa, junto ao Rio Tejo, é de intervenção complexa, e ao NC, a Infraestruturas de Portugal (IP) já adiantara um prazo de seis meses para ser resposta a normalidade, o que, na prática, fará com que a circulação ferroviária normal, com os Intercidades, só regresse lá para setembro.

Recorde-se que os deputados do PS apresentaram na Assembleia da República um Projeto de Resolução que recomenda ao Governo a adoção de medidas para assegurar a rápida reposição da circulação na Linha da Beira Baixa, bem como o reforço da oferta ferroviária. Os eleitos socialistas recordam que a suspensão que se tem verificado tem vindo a provocar “constrangimentos significativos na mobilidade das populações da Beira Interior,” reduzindo as ligações ferroviárias e dificultando o acesso a serviços essenciais, ao emprego e ao ensino. “As limitações têm igualmente impacto na atividade económica da região, nomeadamente em setores que dependem da eficiência das ligações logísticas” explicam, pedindo ao Governo que garanta “a execução célere das intervenções necessárias à reparação desta infraestrutura ferroviária, assegurando a reposição da circulação em condições de segurança no mais curto prazo possível.” Os socialistas recomendam ainda que se promova, após a reposição integral da circulação, o reforço da oferta ferroviária na Linha da Beira Baixa, incluindo serviços de longo curso “que assegurem ligações eficazes entre a Beira Interior e os principais centros urbanos do país.”
Na sua página, a Infraestruturas de Portugal (IP) lembra que as intempéries de janeiro e fevereiro provocaram o deslizamento de um talude com cerca de 15 metros na Linha da Beira Baixa, que “tem sido alvo de diversas intervenções, incluindo a remoção de terras, limpeza de valetas, inspeções técnicas e sondagens.” Um trabalho “muitas vezes invisível, mas fundamental para a recuperação sustentável das infraestruturas e para devolver a normalidade à Linha da Beira Baixa”, garante.
