Covilhã é uma das 15 cidades onde se pede uma Casa para Viver

Manifestação agendada para o próximo sábado, 21

“Já não dá”. É este o lema da manifestação do movimento Casa para Viver, pelo direito à habitação, que no próximo sábado, 21, volta às ruas de 15 cidades do país, entre as quais a Covilhã, a partir das 11 horas, no Pelourinho.

Segundo o movimento, hoje a crise da habitação em Portugal atingiu “níveis insustentáveis”.  O aumento contínuo dos preços da habitação, tanto na compra como no arrendamento, “está a excluir uma larga maioria da população do acesso a uma casa digna”, salienta, dando como exemplo Lisboa, onde os valores “já ultrapassam os cinco mil euros por metro quadrado, enquanto os salários permanecem estagnados, com mais de metade dos trabalhadores a auferirem menos de mil euros mensais.”
Segundo os promotores, as medidas recentemente anunciadas pelo Governo são apresentadas como soluções, “mas, na prática, contribuem para o agravamento da crise. A classificação de rendas elevadas como “moderadas” e os benefícios fiscais atribuídos a senhorios e investidores resultam num aumento generalizado dos preços, ao mesmo tempo que transferem recursos públicos para interesses privados”, salientam. Em simultâneo, “têm sido eliminados ou enfraquecidos mecanismos de regulação, como limites aos aumentos de rendas e medidas de contenção do alojamento local, favorecendo a especulação imobiliária. As promessas de reforço da habitação pública continuam por concretizar, evidenciando a incapacidade das entidades responsáveis para dar resposta às necessidades existentes.”
Segundo o movimento, as consequências sociais são “cada vez mais visíveis”, com o aumento de despejos, sobrelotação habitacional, crescimento de situações de precariedade extrema e exclusão, “incluindo pessoas sem acesso a condições básicas de habitação.”

Assim, as organizações promotoras defendem a diminuição das taxas de juro e “pôr os bancos a pagar”, a estabilização dos contratos de arrendamento, renovação dos atuais contratos, rendas comportáveis com valores regulados, o fim dos despejos sem alternativa de habitação digna, mais habitação pública e mais alojamento estudantil.

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