A subida dos custos associados à mobilidade “tem vindo a exercer uma pressão acrescida sobre famílias e empresas, potenciando, em alguns casos, a adoção de comportamentos oportunistas ou ilícitos, designadamente furtos de combustível, os quais se materializam na subtração direta de combustível de depósitos ou na sua extração mediante perfuração, causando prejuízos económicos diretos para os proprietários e danos materiais adicionais nos veículos, com impacto na perceção de segurança da população.” É este o alerta deixado pela GNR, que adianta que o fenómeno de furtos de combustível tem vindo a assumir “maior expressão no atual contexto socioeconómico de aumento dos preços energéticos e de pressão sobre o rendimento das famílias.”
Entre 2024 e 2025, na área de responsabilidade territorial da GNR, registou-se uma ligeira diminuição do número de queixas, passando de 1 744 para 1 700 crimes, o que corresponde a uma redução de 44 ocorrências (-2,52%). Porém, em termos distritais, na Beira Interior, houve um acréscimo de queixas, que passaram de 40 para 58.
Em Castelo Branco, em 2024, registaram-se 30 queixas por furto de combustível. Um ano depois, aumentaram para 40 (mais 33%). O mesmo aconteceu no distrito da Guarda, onde em 2025 houve 18 ocorrências, contra as dez do ano anterior (mais 80%).
