Alternativa ao Colégio das Freiras é já o Bolinha de Neve

Piso zero do edifício será já utilizado no início do próximo ano letivo, em paralelo com processo de intervenção nos outros pisos

Afinal, a alternativa ao fecho do Colégio das Freiras, a partir de agosto, será no imediato o edifício do Bolinha de Neve. O anúncio foi feito ontem, em comunicado, pelo Centro Social Jesus Maria José, do Dominguiso, que revelou que na passada terça-feira, 14, o Instituto da Segurança Social autorizou que a resposta social dada por esta IPSS seja transferida para aquele imóvel.

Na semana passada, após a reunião privada do executivo covilhanense, o presidente da Câmara da Covilhã, Hélio Fazendeiro, garantiu que existiam alternativas ao fecho do Colégio das Freiras, mas admitia que o trabalho de encontrar uma solução só começou a ser feito quando houve a perceção de que “o Bolinha de Neve não ia estar pronto e os proprietários (do Colégio) não estariam disponíveis para renegociar” um novo arrendamento do imóvel. O autarca garantia que a alternativa seria sempre temporária, até que o Bolinha de Neve estivesse intervencionado, em obras da responsabilidade do Governo, e pronto a acolher crianças em jardim-de-infância e pré-escolar. “O município está a fazer tudo para se alcançar uma solução que transmita tranquilidade”, assegurava o autarca, que disse que face aos valores pedidos pelos proprietários para novo arrendamento, a Câmara não podia aceder, e que “não seria responsável” estar a falar de possíveis soluções que estavam em cima da mesa “sem que uma esteja fechada”. “Os pais fazem parte do grupo de trabalho e sabem o que está a ser feito”, garantia Hélio Fazendeiro.

A alternativa acaba assim por ser o próprio Bolinha de Neve. Segundo a IPSS do Dominguiso, foi “formalmente autorizada pelo Instituto da Segurança Social a concretização deste projeto no edifício do Bolinha de Neve”, com início no próximo ano letivo, a 1 de setembro. “Este momento representa não apenas uma decisão administrativa, mas a concretização de um objetivo pelo qual tantos lutaram”, salienta. Em comunicado é adiantado que numa fase inicial o funcionamento do colégio será assegurado no piso zero do edifício, “onde estarão reunidas todas as condições necessárias ao desenvolvimento das atividades educativas e ao bem-estar das crianças.” Em paralelo, “será iniciado um processo de intervenção faseada nos restantes pisos, permitindo a requalificação progressiva do espaço, sem impacto significativo no normal funcionamento das valências, assegurando sempre a tranquilidade e segurança de todos”, garante o Centro Social.

Nesta fase, diz ainda, as intervenções a realizar no edifício do Bolinha de Neve serão “essencialmente de limpeza, organização e pequenas reabilitações, preparando o edifício para acolher, com dignidade, esta nova etapa.” A instituição diz tratar-se de uma “solução de transição, integrada numa visão futura mais ampla de requalificação total do espaço”. E salienta que este é “um momento de conquista coletiva. Um exemplo claro de como a articulação entre o Centro Social Jesus Maria José, a Comissão de Pais pelo Bolinha de Neve, a Câmara Municipal da Covilhã, o Instituto da Segurança Social e toda a comunidade pode gerar soluções concretas e duradouras”, salienta.

“O que começou como uma incerteza transformou-se, com o esforço de todos, numa realidade concreta, numa vitória da comunidade e numa esperança renovada para o futuro” afirma o Centro Social.  “O edifício do Bolinha de Neve regressa, assim, à comunidade covilhanense com o propósito para o qual foi criado: ser um espaço de educação, cuidado e crescimento para as crianças da nossa cidade”, salienta.

Recorde-se que Eugénia Melo e Castro, uma das 12 proprietárias do edifício, assegurou ao NC que as negociações para um novo arrendamento do Colégio das Freiras tinham caído por terra. O atual contrato não previa renovação, e que desde agosto passado a autarquia sabia que, caso fosse estendido por mais um ano, o valor de renda a pagar seria o dobro do atual (cinco mil euros mensais), ou seja, 10 mil euros. “Há um ano atrás deixámos de forma clara quais seriam as condições para uma eventual renovação”, assegurava Eugénia Melo e Castro, que revelava que a Câmara não tinha aceite estes valores.

 

 

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