Ortopedia dá “grande passo em frente” com recurso a robô

ULS Cova da Beira realizou primeiro procedimento na quinta-feira passada

“Um grande passo em frente para o Interior de Portugal e para a ortopedia portuguesa.” É assim que o diretor de serviço da ortopedia da ULS Cova da Beira, no hospital da Covilhã, classifica a entrada em funcionamento de um robô cirúrgico dedicado a esta área, que entrou em funcionamento no passado dia 16, um ano após a aprovação, no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), da candidatura relativa à sua aquisição.

Segundo o diretor do serviço, António Figueiredo, este é um momento que traduz uma transformação histórica para a especialidade, na região. “A partir de agora, integramos com elevado sentido de responsabilidade o grupo da cirurgia de precisão e iniciamos uma nova era, onde a simbiose entre a experiência do cirurgião e a exatidão da máquina redefine os padrões da cirurgia”, salienta. No entanto, apesar de sublinhar que a robótica e a inteligência artificial são fatores determinantes para elevar a qualidade dos serviços prestados aos doentes, a tecnologia não substitui o cirurgião. Numa comparação elucidativa, equipara o robô a um sistema de navegação GPS: orienta e apoia o percurso, mas o volante e a decisão clínica permanecem sempre nas mãos do médico.

Também o ortopedista André Pinto, em representação da nova geração de especialistas que tem vindo a consolidar o seu percurso nesta unidade de saúde, destaca a relevância deste investimento, considerando que a entrada em funcionamento do robô abre novas possibilidades terapêuticas e representa uma evolução significativa na resposta prestada aos utentes.

Em comunicado, a USL Cova da Beira diz que concretiza o objetivo estratégico definido, “reforçando de forma clara e sustentada a aposta na inovação clínica, na excelência dos cuidados de saúde e na diferenciação tecnológica ao serviço da população.” E assegura que a introdução desta tecnologia representa “um avanço estrutural na resposta assistencial da instituição, permitindo elevar os níveis de precisão cirúrgica, reforçar a segurança dos procedimentos, reduzir potenciais complicações e favorecer melhores resultados clínicos, com impacto direto na recuperação e na qualidade de vida dos doentes.”

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