Encurtar Estrada Nacional 232 é a solução em cima da mesa

Segundo o autarca de Manteigas, a curva em U que existia poderá ser feita 300 metros antes do troço que ruiu. Recuperar o traçado original na totalidade está fora de hipóteses

Encurtar o trajeto, cerca de 300 metros antes do local onde se deu a derrocada. É esta a proposta que a Infraestruturas de Portugal (IP) apresentou à Câmara de Manteigas para recompor a Estrada Nacional 232, que ruiu em fevereiro, ficando interdita ao trânsito automóvel. O anúncio desta alternativa foi feita ontem, na sua página pessoal nas redes sociais, pelo presidente da autarquia, Flávio Massano.

O presidente da Câmara revelou que no passado dia 10, ou seja, um mês depois de uma primeira reunião que envolveu todas as entidades que tiveram que ser ouvidas para apontar soluções a este problema, a IP apresentou esta proposta. Flávio Massano reconhece que a situação “não é fácil”, mas este estudo é já “bastante importante” para se caminhar para uma solução, embora ainda careça de estudos geológicos.” Chegou-se à conclusão que repor a estrada onde ela estava é praticamente impossível, pois o local não está ainda estabilizado e é muito difícil em termos de engenharia. A proposta que nos fizeram foi de encurtar o trajeto, 300 metros antes da derrocada. Ter uma curva em U, que imita a que existia, mas que é feita um pouco antes de se chegar ao cruzamento do Ribas” explica o autarca.

Contudo, segundo Flávio Massano, esta opção levanta dois problemas: a inutilização da estrada florestal de São Sebastião, e também a inutilização de parte do caminho florestal para o observatório e Penhas Douradas. O autarca afirma que com este estudo, caso a plataforma superior acaba por não ruir, “será possível” fazer a ligação do caminho florestal de São Sebastião “no futuro”.

Segundo o edil serrano, “esta solução que nos apresentaram envolve uma grande escavação, mexidas nas terras e encostas. A IP, Câmara e ICNF ficaram de ver nos próximos dias como construir esta curva 300 metros antes da ocorrência, em U, que salvaguarda a continuidade da Nacional 232, mas mantendo o caminho florestal das Penhas Douradas útil, porque pode ser necessário para caminhadas, mas acima de tudo para veículos de socorro poderem intervir na floresta”.

Flávio Massano aplaude a rapidez da IP em apresentar uma eventual solução, que agora será aprofundada. “Temos uma proposta concreta, que carece ainda de estudo geotécnico. Uma opção que nos parece bastante interessante, que pode evitar muitos meses de obras, e mais demoradas”, assegura o autarca.

Na reunião do executivo, realizada ontem, Flávio Massano mostrou agrado pela solução, que considera “equilibrada” e “positiva”, embora voltasse a recordar que esta “pré-ideia” ainda carece de estudos, embora já tenha muito trabalho de terreno, por exemplo, com recursos a voos de drone.

Em fevereiro, durante as intempéries que assolaram o País, uma derrocada levou ao fecho da Estrada Nacional 232, que liga a vila às Penhas Douradas.  Para já, a alternativa é a ligação pelo caminho de Campo Romão, onde a autarquia conseguiu colocar tout-venan, apesar de ser uma via particular.  Flávio Massano admite o impacto negativo que esta situação cria ao concelho, mas a solução definitiva, lembra, irá demorar meses ou anos.

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