Covilhã vai ter uma equipa municipal de sapadores florestais

Câmara aprovou abertura de concurso

“É o cumprimento daquilo que foi uma promessa eleitoral. Um compromisso que assumi com os covilhanenses”. Foi assim que esta sexta-feira, 8, no final da reunião privada do executivo, o presidente da Câmara da Covilhã, Hélio Fazendeiro, justificou a abertura de um concurso para recrutamento de cinco assistentes operacionais para ser criada a primeira equipa municipal de sapadores florestais no concelho. A medida foi aprovada por unanimidade pelo executivo e visa dar uma melhor capacidade de prevenção e resposta aos incêndios.

“Estamos a dar corpo a esse compromisso, que vai passar pela contratação destes cinco assistentes. Teremos um investimento superior a 200 mil euros. Vai ser necessário adquirir a viatura e equipamentos, no montante de 120 mil euros, e depois, à volta de 88 mil euros serão os montantes associados aos vencimentos e remunerações”, explicou o autarca covilhanense, que espera ter a equipa já a trabalhar neste verão. “Gostava muito, mas vai depender de várias circunstâncias”, refere, lembrando que existem prazos para o concurso, desde a fase de candidatura a reclamações, entrevistas e apreciação dos candidatos. “O que tenho pedido aos serviços é que tudo seja o mais rápido possível. Tenho a expectativa que ainda seja este ano civil de 2026. Se pudesse ser ainda durante o período de verão seria excecional”, desejou o presidente da Câmara.

Segundo Hélio Fazendeiro, esta equipa irá operar em todo o concelho, em articulação com os serviços de proteção civil e florestais do município.

O executivo covilhanense aprovou ainda, também por unanimidade, protocolos de apoio financeiro a equipas de sapadores florestais já existentes no concelho. Os mesmos abrangem o Agrupamento de Baldios Estrela-Sul, a Assembleia de Compartes da Povoação da Atalaia da Freguesia de Teixoso, o Conselho Diretivo dos Baldios da Erada e a Queiró – Associação para a Floresta, Caça e Pesca, entidade que possui duas equipas de sapadores. O protocolo com a Comunidade Local do Baldio da Freguesia de Cortes do Meio acabou retirado da ordem de trabalhos por falta da documentação necessária.

Cada equipa irá receber, anualmente, um apoio de 12 mil euros, num investimento municipal global de 72 mil euros. Em contrapartida, os sapadores comprometem-se a realizar 10 dias de trabalho por ano em colaboração com o município, cinco dos quais dentro da respetiva área territorial e os restantes em locais identificados pela autarquia. “Estamos a falar num investimento para intensificarmos aquilo que é a capacidade de socorro, mas sobretudo de proteção da nossa floresta, do nosso património natural”, destacou Hélio Fazendeiro, que realça a importância do trabalho feito pelos sapadores na prevenção. “Fazem um trabalho muitíssimo importante naquilo que é a prevenção e a manutenção do nosso património natural, nomeadamente na floresta”, conclui.

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