Câmara renova apoio a Equipa Permanente dos bombeiros

São 48 mil 660 euros para a quarta EIP. Autarquia aprova também apoio anual à corporação de 180 mil euros

Em termos totais, segundo o presidente da Câmara, Hélio Fazendeiro, a autarquia transfere para a Associação Humanitária, anualmente, para as quatro Equipas de Intervenção Permanente (EIP), cerca de 200 mil euros. E na passada sexta-feira, 8, o executivo aprovou, por unanimidade, em reunião privada, a renovação do protocolo relativo à quarta EIP dos bombeiros da Covilhã, no valor anual de 48.660 euros.

O autarca explicou que estas equipas, compostas por cinco bombeiros em permanência, são pagas em 50% pelo município, sendo o restante valor assegurado pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil. A Câmara, além de aprovar a renovação do apoio à quarta EIP, aprovou também a renovação do protocolo anual de apoio à corporação, no valor de 180 mil euros, mais três mil euros que no ano passado. Dois protocolos que, segundo o autarca, representam um apoio fundamental para o funcionamento da corporação.

No que diz respeito ao apoio anual, Hélio Fazendeiro diz que se destina às atividades regulares da corporação e a serviços prestados ao município no âmbito da proteção civil. Entre essas colaborações estão a limpeza de neve nas Penhas da Saúde, ações de formação em desfibrilhação automática externa e suporte básico de vida, bem como o apoio operacional a eventos promovidos pelo município. O presidente da Câmara referiu ainda que serviços extraordinários, como o apoio à Rampa Serra da Estrela, são contratualizados à parte do protocolo anual.

Hélio Fazendeiro diz ser o apoio “possível”, mas articulado com a direção da Associação Humanitária, admitindo, contudo, que “gostaria muito que fosse possível aumentarmos o apoio”. Porém, “há uma necessidade de fazer aqui um equilíbrio, uma gestão municipal daquilo que são recursos disponíveis por todas as entidades.”

Jorge Simões, vereador do PSD, apesar de ter votado favoravelmente os protocolos, defende que o município deveria reforçar significativamente o apoio financeiro aos bombeiros. O social-democrata recorda que o protocolo prevê novas responsabilidades operacionais para os bombeiros, enquanto o aumento financeiro ficou limitado a três mil euros face a 2025, o que, considerando o aumento dos combustíveis, os salários, a manutenção das viaturas, os equipamentos e os custos operacionais, “é claramente insuficiente”, sustenta. Jorge Simões apontou ainda que “o protocolo exige aos bombeiros um conjunto muito vasto de responsabilidades”, que vão desde a limpeza de neve à formação.

Além disso, Jorge Simões defende que o protocolo seja acompanhado de um mapa de custos detalhado, permitindo avaliar o real impacto financeiro das obrigações assumidas pelos bombeiros. “Não temos essa demonstração, o valor parece mais uma decisão administrativa do que uma avaliação das necessidades da corporação”, critica. O vereador considerou ainda que o apoio municipal deveria aproximar-se dos 300 mil euros anuais. “Na minha opinião, eu apoio um valor na ordem dos 300 mil euros, que seria mais ajustado às obrigações assumidas e à importância estratégica dos bombeiros voluntários da Covilhã”, afirma.

O social-democrata é ainda apologista da criação de mais uma equipa de intervenção permanente nos bombeiros face “ao território extenso” do concelho, que “tem montanhas, tem aldeias dispersas, tem risco de incêndio e neve”.

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