O terceiro “maglia rosa” português que brilhou na Serra da Estrela

Em 2024, Afonso Eulálio, pelo Feirense, foi segundo na etapa da Torre, e andou de amarelo, na Volta a Portugal, até à penúltima etapa. A Bahrain veio buscá-lo e hoje lidera o Giro de Itália

Dia 27 de julho de 2024. Terceira etapa da 85ª Volta a Portugal em bicicleta, entre o Crato e a Torre, na Serra da Estrela. Aquando da subida pela Covilhã, um grupo de ciclistas destaca-se e, na parte final, a etapa é ganha pelo guatemalteco Sérgio Chumil, da Burgos, que se estreia a vencer numa volta fora do seu país. Em segundo, a pequena distância, corta a meta um jovem natural da Figueira da Foz, de 22 anos, que era até então um ilustre desconhecido, e que fruto dessa etapa veste, pela primeira vez, a camisola amarela da liderança da prova. Afonso Eulálio, pelo Feirense, continua com o símbolo da liderança até à 9ª e penúltima etapa, onde a perde para o russo Artem Nych, que viria a ganhar a Volta. Mas dá nas vistas. Ao ponto de pouco tempo depois, ser contratado por uma equipa do World Tour, a BahrainVictorious, onde cumpre, aos 24 anos, a sua segunda época. Hoje, de rosa vestido.

Afonso Eulálio arranca hoje para a sexta etapa do Giro de Itália na liderança da prova, com vantagem confortável para a concorrência, depois de uma etapa de ontem em que andou escapado durante muitos quilómetros na companhia do espanhol da UAE Emirates, Igor Arrieta, e em que terminou em segundo, perdendo a etapa quase em cima da linha, depois de ambos os corredores terem caído. Mas ficou com a camisola rosa, sendo o terceiro ciclista português da história a consegui-lo, depois de Acácio da Silva e João Almeida.

Natural da Figueira da Foz, Afonso Eulálio começou a pedalar no clube de São João de Ver antes de rumar ao Feirense. Enquanto se adaptava ao pelotão profissional português, mostrou talento nos escalões jovens da Seleção Nacional. A Volta a Portugal de 2024 mostrou que tinha nível alto, em especial na altitude da Serra da Estrela.

No ano passado estreou-se no Giro e mostrou qualidade na montanha, chegando a lutar pela vitória na etapa 17. Mas acabou por abandonar, por motivos físicos (doença). Meses mais tarde, terminou um dos Mundiais mais exigentes da história recente no top‑10.

A sexta etapa, na qual o Afonso Eulálio vai defender pela primeira vez a “maglia rosa”, vai ligar Paestum a Nápoles, numa tirada de 142 quilómetros praticamente planos.

 

VER MAIS

EDIÇÕES IMPRESSAS

PONTOS
DE DISTRIBUIÇÃO

Copyright © 2026 Notícias da Covilhã