Centros escolares sem espaço em Belmonte

Número de alunos cresce no próximo ano

Os centros escolares de Caria e Belmonte têm que ser repensados na sua dimensão, face à falta de espaço existente. A opinião é do presidente da autarquia, António Luís Beites, que critica o facto das estruturas não terem sido pensadas para o futuro, quando no próximo ano letivo há previsão do aumento de crianças.

Em Caria, a previsão para o próximo ano, na pré-escola, “é que vai crescer. Neste momento há apenas uma sala, para o ano garantidamente duas. Estamos a analisar porque há dificuldades de espaço no próprio Centro Escolar. As coisas não foram acauteladas no passado prevendo o futuro. Há, felizmente, um aumento de crianças, que nos leva, imediatamente a ponderar o futuro para além do próximo ano letivo”, garante o autarca belmontense. Na vila cariense, António Luís Beites afirma que é necessário, no futuro, “um plano B”, pois no atual edifício ou junto às instalações, “não há espaço para crescer”.

“Já estamos a analisar as várias possibilidades. Para já, poderá haver uma solução interna, que eventualmente não será a 100% das condições pretendidas, mas é o espaço que neste momento existe na escola, uma sala que pode ser potenciada. Mas para o futuro temos que ponderar um novo espaço para o pré-escolar em Caria”, afiança o autarca.

Na passada semana, a Santa Casa da Misericórdia de Belmonte anunciou que irá deixar de prestar serviço da Componente de Apoio à Família (CAF) em Caria, uma situação que deixou os pais das crianças preocupadas.  “A preocupação dos pais é legítima e temos que a entender. Mas trata-se de uma componente ligada a uma IPSS, a Santa Casa da Misericórdia de Belmonte, que está a passar por uma fase de reestruturação. Isso surgiu nesse âmbito. Em Caria temos outro parceiro, em termos sociais, o Girassol, e o município tem que garantir que a partir do 30 de junho, que todas essas componentes de apoio à família estejam salvaguardadas. Assim que tivemos conhecimento, tentámos saber quais as necessidades, acima da tudo, de gestão de recursos humanos. Tivemos reunião com o Agrupamento, e naturalmente iremos encontrar uma solução ajustada”, garante o presidente da Câmara de Belmonte.

Em Belmonte, também o Centro Escolar vive o mesmo problema de falta de espaço. “Não há espaço para crescer. Há duas IPSS que ocupam, com a autarquia, o mesmo espaço. É algo que estamos a ponderar, porque não fará muito sentido o funcionamento interno com três entidades no mesmo lugar. Esta condição tem que ser analisada se queremos ter uma estratégia de crescimento da comunidade escolar. Temos que nos precaver atempadamente. Para o próximo ano, em Belmonte, não há problema, mas também não se consegue ter mais turmas”, salienta António Luís Beites.

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