Câmara de Castelo Branco mantém marceneiro na zona histórica

A Câmara de Castelo Branco vai disponibilizar, mediante a celebração de um contrato de aluguer, um novo espaço municipal para acolher a oficina do mestre marceneiro Jorge Batista. É esta a solução, anunciada em comunicado, pela autarquia, face ao processo judicial que opunha o proprietário do espaço ocupado por Jorge Batista, junto à Torre do Relógio, e o marceneiro. “É colocado um ponto final à incerteza de o artesão ter de deixar as instalações sem um novo espaço para trabalhar”, salienta a autarquia albicastrense.

O novo espaço situa-se na Rua de São Sebastião, a poucos metros de onde até agora Jorge Batista exerceu a sua atividade. Trata-se do rés-do-chão de um imóvel de propriedade municipal, localizado em frente ao palacete do ISMAG, que segundo a Câmara vai receber intervenções para o reforço das condições de segurança.

O presidente da Câmara Municipal, Leopoldo Rodrigues, que visitou o novo local acompanhado pelo artesão e por técnicos municipais, destaca que a autarquia desenhou esta solução definitiva com base no respeito pela identidade albicastrense e pela subsistência do comércio tradicional. “Esta solução, desenhada pelo Município e inteiramente aceite pelo artesão, visa garantir que este possa continuar a trabalhar com total dignidade, segurança e estabilidade logística”, explica Leopoldo Rodrigues. O autarca reforça que “sempre fizemos um acompanhamento muito próximo e discreto de toda esta situação”.

Enquanto decorrem os trabalhos, Jorge Batista permanecerá nas atuais instalações. “O proprietário aceitou aguardar algum tempo para que possamos fazer as obras necessárias no novo edifício”, garante Leopoldo Rodrigues.

Ao fixar o Mestre Jorge Batista – distinguido em 2025 com a Medalha de Ouro da Cidade – na Zona Histórica, a Câmara de Castelo Branco reitera “o seu firme compromisso com a defesa dos artesãos locais, agindo de forma concreta na preservação das memórias, das artes tradicionais e da identidade do nosso concelho.” E sublinha o valor incalculável do percurso do artesão, reconhecendo o seu papel como guardião de saberes tradicionais vivos e uma referência artística que dignifica Castelo Branco.  “A Câmara não poderia deixar de acompanhar esta situação e estar na linha da frente da sua resolução. Somos uma cidade integrante da Rede de Cidades Criativas da UNESCO, na categoria de Artesanato e Artes Populares, pelo que temos a estrita obrigação de preservar saberes e artesãos”, afirma Leopoldo Rodrigues.

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