Preço das casas está a subir no Interior

Em 2026, os distritos da Guarda e Castelo Branco registaram aumentos, segundo estudo de uma imobiliária

Comprar casa na Beira Interior, no último ano, tornou-se mais caro. Pelo menos é isso que diz um estudo realizado pela imobiliária ERA, que analisou dados entre janeiro de 2024 e maio de 2026, comparando preços, e constatou que houve uma subida generalizada dos preços nos distritos da Guarda e Castelo Branco, mas também em toda a faixa mais Interior do País, já que onde se registou maior aumento foi, além destes dois distritos, noutros como Bragança, Beja, Viseu e Vila Real.

“A principal tendência é a valorização do Interior do País” constata a imobiliária. No distrito da Guarda, o valor das casas aumentou no último ano cerca de 21,4%, e em Castelo Branco, cerca de 17,9%. Já Lisboa foi o único distrito que registou uma quebra nos preços entre 2025 e 2026 (-3,6%). Em números gerais, o preço das casas vendidas pela rede ERA aumentou mais 22,7% nos últimos três anos.

“A principal tendência de 2026 está a acontecer fora dos grandes centros urbanos: os distritos do interior registaram as maiores valorizações do país” salienta a imobiliária. Beja apresentou a maior subida face a 2025 (+25,2%), seguida de Bragança (+24,5%), Guarda (+21,4%), Viseu (+18,1%), Castelo Branco (+17,9%) e Vila Real (+18,1%).

“A evolução sugere que a pressão da procura se está a estender progressivamente para mercados que, até há poucos anos, apresentavam níveis de preço significativamente inferiores aos dos grandes centros urbanos” salienta a ERA, que garante que os dados comprovam que a valorização no Interior já era expressiva na transição de 2024 para 2025, mas acelerou de 2025 para 2026.

Lisboa, apesar de ter sido o único distrito que registou uma quebra nos preços entre 2025 e 2026, mantém-se a região onde o preço médio das casas é mais elevado (365 281 euros). Depois de Lisboa, o preço médio é mais elevado na Madeira (316 792 euros) e Beja (304 079 euros).

No conjunto da rede ERA, o preço médio das habitações transacionadas aumentou 22,7% nos últimos três anos.

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