Seguro considera inaceitável que jovens emigrem por necessidade

Chefe de Estado comemora esta terça-feira, na Covilhã, o Dia Internacional da Juventude

Um jovem deixar Portugal, por opção, para conhecer outras realidades e culturas, por mobilidade, é algo normal, que pode acontecer. Agora, deixar a sua terra, o seu País, por falta de oportunidades, é algo inadmissível. É esta a opinião do Presidente da República, António José Seguro, que participa, esta terça-feira, 11, na Covilhã, nas comemorações do Dia Internacional da Juventude.

O chefe de Estado foi recebido esta manhã na Câmara, onde, num breve discurso, afirmou que o Interior “não é um fardo, mas um potencial de oportunidades”. Seguro, que nesta sua primeira visita oficial “à minha Beira Baixa, ao meu distrito natal, onde nasci (Penamacor)”, disse vir para “escutar”, e não para falar, afirmou que o Interior deve ser projetado com e a favor dos jovens, que é necessário fazer “um equilíbrio entre oportunidades e coesão” nas políticas públicas que ajudem as zonas de menor densidade a desenvolverem-se. “Não podemos aceitar que, passados 60 anos, se volte a emigrar, ou migrar, dentro de Portugal, por necessidade. Uma coisa é a opção da mobilidade. É bom, é fantástico conhecer o mundo, ver coisas diferentes. Outra coisa é querer trabalhar num local, e não haver condições para o fazer”, salientou António José Seguro.

Num dia em que a escolha da Covilhã foi “um sinal de compromisso” para com esta região, Seguro apelou à participação dos jovens no associativismo, pois considera que essa é uma forma de intervenção cívica “mais organizada e estruturada”, através da qual podem atingir os seus anseios.

O chefe de Estado participa esta manhã num encontro com os líderes das Juventudes Partidárias nacionais e representantes jovens dos partidos com representação parlamentar, no salão nobre da autarquia. Francisco Garcia, presidente do Conselho Nacional da Juventude, entregou a Seguro um quadro com fotos da altura em que o Presidente da República fazia parte desta estrutura jovem, numa assembleia geral realizada em 1988, e afiançou ser “muito importante ter um Presidente da República que valoriza o Interior”, de modo a que “nenhum jovem tenha que sair da sua terra para construir um projeto de vida”.

Já o presidente da Câmara da Covilhã, Hélio Fazendeiro, revelou satisfação pela escolha da Covilhã para assinalar o Dia Internacional da Juventude, até pela quantidade de jovens que tem, e por ser na cidade a primeira audiência do Presidente da República às juventudes partidárias. O autarca lembrou o passado de Seguro nesse âmbito e disse que um dos seus objetivos é criar condições para os mais novos venham para a Covilhã, “e se fixem cá”. O autarca disse ter em Seguro “as melhores expectativas” no que diz respeito a políticas que promovam a coesão territorial, e acredita que “as raízes” de António José Seguro serão “motor desta transformação” a favor dos territórios mais interiores.

Ainda durante esta manhã, o Presidente da República conversa com grupo de jovens empreendedores no Teatro Municipal da Covilhã (TMC), onde almoçará, pelas 12:30, em convívio com jovens.

 

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