“A nossa prioridade serão sempre as pessoas”

António Dias Rocha recandidata-se a um terceiro e último mandato à Câmara. Garante que bem-estar das populações é a sua prioridade e deseja concretizar projectos que, nos últimos dois anos, face à pandemia, ficaram em suspenso
1
353

Porque se recandidata ao cargo de presidente da Câmara?

Recandidato-me porque gosto da minha terra e de servir a sua população, como o fiz ao longo de toda a minha vida, quer em termos profissionais, quer em termos políticos. Por outro lado, ainda falta concluir alguns dos projectos que me propus realizar no início deste ciclo autárquico que iniciei há cerca de 8 anos.

O que é que ainda não fez nestes oito anos?

Na sociedade moderna em que vivemos, falta fazer sempre alguma coisa, pois a sua própria dinâmica exige de nós uma reinvenção constante em todas as áreas de actuação. Mas, o que lhe posso dizer é que existe um conjunto de projectos, que poderão depois de realizados, contribuir decisivamente para maior riqueza, bem-estar e aumento da qualidade de vida dos nossos concidadãos. Ideias e projectos que, como é do conhecimento de todos, não pudemos concretizar devido à situação pandémica dos últimos dois anos.

Que prioridades tem para estes seus últimos quatro anos à frente do município?

A nossa prioridade serão sempre as pessoas. Neste sentido, temos um programa estruturante que passa pelo reforço das acções na área da saúde, da educação, dos apoios sociais e respostas sociais. Na capacitação de jovens e adultos. Na requalificação urbana e melhoria da rede viária. Realço aqui, a Estratégia Local de Habitação que visa, para além da requalificação do nosso parque habitacional, encontrar soluções para o aceso à habitação para todos, principalmente daqueles que se queiram radicar no nosso concelho. É, portanto, um programa vasto que como já referi, visa sobretudo ir ao encontro dos anseios e das necessidades das nossas populações.

Como tem visto Belmonte, em termos de desenvolvimento, na última década?

O desenvolvimento no concelho de Belmonte, na última década, foi feito fundamentalmente à custa da aposta clara na área da preservação e utilização turística do nosso rico património histórico e cultural, que tem sido muito bem-sucedido. O concelho de Belmonte passou a ser conhecido por todo o País e também no estrangeiro, como um destino turístico por excelência. Foi e continua a ser um “caso de estudo” e um território onde a preservação e utilização da história e do património a ele associado se revelam como instrumentos capazes de produzir riqueza, que devemos preservar e melhorar.

“É sempre possível fazer mais”

Era possível ter feito mais?

É sempre possível fazer mais, mas temos que ter a noção de que os municípios vivem condicionados a restrições orçamentais rigorosas que é preciso respeitar. Surgem sempre condicionalismo internos, ou externos, conjunturais, que não nos permitem realizar tudo aquilo de projectamos. Isso acontece tanto no Município de Belmonte, como nos municípios em geral. Por vezes, temos que arranjar soluções para resolução de problemas que se nos colocam, que não aqueles que desejamos.

(Entrevista completa na edição impressa desta semana)