A visão 360º do MIPP para o concelho

Apresentada estratégia a 30 anos na Assembleia Municipal

Uma estratégia de futuro, para vários mandatos autárquicos, para os próximos 30 anos, e que visa o desenvolvimento integral de todo o concelho nas suas diversas áreas, da saúde à educação, da economia ao ambiente, da cultura ao desporto ou acessibilidades. Foi isto que os eleitos do Movimento Independente pelas Pessoas (MIPP), na assembleia municipal, apresentaram ontem, segunda-feira, 27, no período de debate entre as diversas bancadas.

Paulo Rosa explicou que o Projeto Visão 360º é uma estratégia que abrange todas as freguesias, todas as áreas e que reflete uma “abordagem abrangente aos desafios do município”. Rosa garante que mais que um projeto, este estudo aponta caminhos de futuro. Uma das áreas que foi explicada prende-se com o aproveitamento do Corredor Verde do Rio Zêzere, entre Vale Formoso e Barco, onde se pretende desenvolver não só ambiente, como o turismo, a habitação e as acessibilidades, criando uma nova via rodoviária que diminua “em 15 minutos a ligação entre os dois pontos mais distantes (Barco e Vale Formoso). O objetivo é a valorização de todas as potencialidades que o Zêzere tem, e que segundo o MIPP, não têm sido aproveitadas.

Vítor Reis Silva, do PCP, garante que “só podemos estar de acordo” com uma visão diferente, “mas necessária” apresentada pelo MIPP, de aproveitamento “de recursos eu existem”, num objetivo que “deve transformar-se” em algo mais, apoiado em financiamentos comunitários.

Amadeu Alberto, do Chega, disse que hoje “não podemos governar a Covilhã como se estivéssemos nos anos 90”.

Já João Bernardo, do CDS/PP, classificou a proposta de “séria”, elogiando o trabalho feito, que mostra coisas que se podem fazer, como a reabilitação do Zêzere, que acredita ser “o maior desafio da Covilhã” no futuro.

Ana Simões, do PSD, criticou uma visão que “não mostra o que foi feito ao longo de décadas no concelho”, em especial quando o seu partido governou a Câmara, tendo deixado “uma marca” que acredita, é bem visível. “Que marca deixa o PS nos últimos 12 anos”, perguntou.

Miguel Bernardo, do PS, lamentou que hoje a palavra estratégia “seja usada como um chavão, que alimenta populismos”, disse que do ponto de vista técnico não lhe parece um projeto exequível recorrendo a verbas do PRR (Plano de Recuperação e Resiliência), lembrou que a autarquia está atenta ao Zêzere, nomeadamente com uma zona náutica que está a caminho, e que no capítulo das acessibilidades, importante era que o IC6 fosse uma realidade, acusando o governo social-democrata de o negligenciar. Quanto aos 12 anos socialistas na Câmara, recordou obras como o Teatro Municipal ou requalificação do Pavilhão do INATEL.

Paulo Rosa garante que mais do que “politiquices”, o que se quer é “despertar as mentes”, suscitando a discussão sobre um plano que pode ser realizado “por módulos”, ao longo de diversos anos, e, por isso, “exequível”.

O presidente da Câmara, Hélio Fazendeiro, elogiou o “trabalho honesto” apresentado, recordou que a autarquia já está atenta ao Zêzere, com o projeto da estação náutica, mas que, independentemente de alguns pontos em que nem todos estejam de acordo, “concordo com a sua maioria”.

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