Abertura do Teatro Municipal prevista para Junho

Regulamento de funcionamento e gestão do espaço foi aprovado com críticas da oposição
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Sem indicar a data, o presidente da Câmara da Covilhã, Vítor Pereira, apontou Junho como o mês para a inauguração do Centro de Inovação Cultural da Covilhã, que inclui o Teatro Municipal.

Em resposta a Adolfo Mesquita Nunes, vereador do CDS, que questionou a maioria, durante a reunião do executivo, realizada dia 16, sobre a progressão dos trabalhos e sobre a data para a abertura do equipamento cultural, Vítor Pereira sublinhou a intenção de ter o espaço aberto em Junho.

“A nossa intenção é fazer a abertura oficial no mês de Junho, dando a folga para as vistorias necessárias”, referiu Vítor Pereira, que no passado manifestou pretender convidar Marcelo Rebelo de Sousa para a cerimónia e reiterou essa vontade.

Segundo Vítor Pereira, o espaço estará aberto ao público “quase de certeza em Junho”.

“Neste momento, estar a comprometer-me com o dia acho prematuro, porque há algumas variáveis que não dominamos.  Designadamente no que diz respeito a licenciamentos.  Às vezes, basta que uma licença não seja atribuída a tempo e horas para resvalar a data”, acentuou o edil.

Segundo Jorge Vieira, técnico na Câmara da Covilhã, a data-limite para a conclusão das obras terminou em 31 de março e decorre a “fase de vistoria, para a recepção provisória”.

Adolfo questiona planeamento

O projecto de regulamento de funcionamento e gestão do Teatro Municipal e do Centro de Inovação Cultural foi aprovado na última sessão camarária, com a abstenção do vereador do CDS, e o tema foi aproveitado para os eleitos da oposição fazerem observações sobre o planeamento do espaço.

Adolfo Mesquita Nunes considerou existir atraso “na definição de uma estratégia”, criticou não se anteciparem as despesas que lá vão existir e entende que esse é um sinal de que a maioria na autarquia “não sabe o que vai acontecer”.

O eleito centrista disse fazer-lhe “alguma confusão” não haver “nenhuma palavra sobre a programação”, censurou “não se saber como será articulada a relação da câmara com a direção do teatro” e criticou estar previsto o encerramento da estrutura num período em Agosto e outro em Dezembro, além de não perceber “o alcance” de existir um limite de cinco espectáculos anuais para as companhias profissionais e um para as não profissionais.

Vítor Pereira considerou “injustas” as observações do vereador e salientou tratar-se de um documento em desenvolvimento.

(Notícia completa na edição papel)

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