Se no próximo domingo, 17, vir alguns aviões em acrobacias por cima do Complexo Desportivo da Covilhã, não estranhe. Trata-se da edição do Covilhã Airshow, o único festival aéreo do mundo organizado por estudantes, neste caso do curso de Aeronáutica da UBI, em parceria com a Câmara da Covilhã, e que este ano regressa “a casa”, onde se iniciou há cerca de três décadas.
Fundado em 1993, o evento tem início com o Encontro Nacional de Aeronáutica (ENA), que integra um conjunto de palestras (Jornadas Aeronáuticas da Covilhã), decorrendo paralelamente uma Feira de Oportunidades, onde estão as principais empresas do setor, a própria universidade e outros estabelecimentos de ensino que ministram cursos na área da aeronáutica. Estas atividades são complementadas pelas acrobacias aéreas e no Covilhã Airshow 2026 estará em destaque Camilo Benito, o campeão de Espanha de Voo Acrobático. Confirmados estão também os comandantes Luís Garção, Hélder Guerreiro e Pedro Cunha, além da Patrulha Fantasma.
Tomás Silva, presidente do AEROUBI, destaca que este ano o festival deixa os aeródromos isolados, e leva aviões e acrobacias “para o coração da cidade”.
O festival sempre teve como epicentro o aeródromo da Covilhã, que foi desativado em 2011, para acolher do Data Center. A partir daí, mudou-se para o aeródromo de Castelo Branco, tendo apenas parado entre 2020 e 2022 face à pandemia. Este ano, quer a pista de Castelo Branco, quer a de Viseu, serão locais de descolagem e aterragem das aeronaves, bem como de reabastecimento, algo que ficou acordado com a Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC), oficialmente o maior patrocinador do evento.
Segundo Tomás Silva, o grande objetivo do evento é aproximar os estudantes do curso de Aeronáutica ao tecido empresarial do setor, “de forma a prepará-los melhor para projetos futuros”. Para além do espetáculo no céu, o recinto do Complexo Desportivo contará com um polo tecnológico, simuladores de voo e conversas curtas sobre o futuro da mobilidade e segurança aérea.
O regresso no próximo ano ao Beiras Airshow é uma incógnita: “Não temos nenhum protocolo com Castelo Branco. Temos imenso respeito pela entidade que é a Câmara Municipal de Castelo Branco, mas tudo depende de como vai correr o Covilhã Airshow. Se for uma catapulta para o que pode ser o regresso da aviação à Covilhã, será para continuar aqui”, avançou Tomás Silva à Lusa.
Além de expositores empresariais e institucionais, no Complexo Desportivo da Covilhã haverá ainda uma zona de restauração, atividades de aeromodelismo, uma mostra de Aeronaves Não Tripuladas (UAS/Drones), matéria que também faz parte do curso, tal como o desenvolvimento de rockets.
A organização espera atrair cerca de cinco mil pessoas, entre entusiastas ibéricos, famílias e profissionais do setor, “dinamizando a economia local e promovendo a literacia aeronáutica.”
