AFCB diz que “não existia matéria” para impedir o Boidobra/Belmonte

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A Associação de Futebol de Castelo Branco, em comunicado hoje enviado ao NC, garante que “não existia matéria regulamentar suficiente que impedisse a prossecução do que se encontrava previamente calendarizado”, no que toca à realização do jogo Boidobra/UD Belmonte, da quarta jornada do distrital.

Recorde-se que a União Desportiva de Belmonte não compareceu, no último domingo, no campo 8 de Dezembro, na Boidobra, para defrontar a equipa da casa, podendo deste modo perder três pontos, por falta de comparência. Horas antes, em comunicado, o clube belmontense dava a saber que tinha cinco casos activos de covid-19 entre elementos do plantel e equipa técnica, e aguardava ainda resultados de testes efectuados por alguns atletas. Por isso, não compareceria ao jogo. “por acreditar ser o mais responsável a fazer, perdendo então os respectivos três pontos.” O clube belmontense lembrava que a Direcção Geral de Saúde (DGS) permitia a realização do jogo “por entender que estavam reunidas as condições mínimas” e não existindo acordo entre as partes para o adiar da partida, a equipa decidiu “não comparecer ao jogo desta tarde”, por entender não querer ser “responsável pela propagação do vírus da Covid-19 nos dois plantéis”. O clube refere ainda que no futebol “não vale tudo” e apela a “mais solidariedade desportiva”.

À hora do jogo, contudo, tanto a equipa de arbitragem como a equipa da casa, o CCD Estrela do Zêzere da Boidobra, se apresentaram em campo. Em comunicado, difundido nas redes sociais, o clube do concelho da Covilhã dizia cumprir “escrupulosamente com as directrizes e normas instituídas pela AFCB, através do POR, e normas DGS para a competição, entidade a quem compete legalmente aferir as condições necessárias para que o jogo seja adiado” E adiantava que, “após vários contactos, o nosso clube soube que a AFCB não encontrou razões suficientes, de acordo com os regulamentos instituídos, para que o jogo fosse adiado de facto.” A direcção do clube garantia que “sempre se pugnou pela verdade desportiva” e não se refugia “em subterfúgios nem tentativas de vitimização para conseguir os seus intentos contra todos, na tentativa de levar avante os seus interesses.”

Agora, a AFCB lembra que os regulamentos da Federação apenas permitem adiamentos por parte da entidade responsável se “mais de 50 por cento dos jogadores habilitados para a prova não puder competir”, devido à covid-19, e que a AFCB “não se pode sobrepor à Autoridade de Saúde” competente, que não se pronunciou negativamente quanto à realização da partida.

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