Apoios para a Serra atingem quase nove milhões

Contratos-programa foram assinados na sexta-feira passada
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Um valor global de 8,9 milhões de euros. Foi este o montante contemplado nos diversos contratos-programa que o Governo assinou na passada semana, na Covilhã, com municípios, baldios, entidades gestoras de zona de caça e com a associação Guardiões Serra da Estrela, para a realização ações de estabilização de emergência e reabilitação da rede hidrográfica na Serra da Estrela. Os contratos envolvem os municípios afectados pelo grande incêndio do último Verão, nomeadamente a Covilhã, Belmonte, Manteigas, Gouveia, Celorico da Beira e Guarda.

As câmaras rubricaram acordos com a Agência Portuguesa do Ambiente e com o Instituto de Conservação da Natureza e Florestas, com vista à realização de intervenções em recursos hídricos, rede viária e acções de estabilização de emergência de solos.

Com a Câmara Municipal da Covilhã foram contratualizados 871 mil euros, com a Agência Portuguesa do Ambiente, APA, para intervir em 21,7 km de rede hidrográfica e 1,1 milhões de euros, com o Instituto da Conservação da Natureza e Florestas, ICNF, para ações a realizar em 117km de rede viária e em 563 hectares em que é necessário realizar ações de estabilização.

Com a Câmara Municipal de Belmonte foi protocolado, com a APA, um total de 109 mil euros, para intervir em 4,5 km de linhas de água e com o INCF 54 mil euros para 22 km de rede viária e fazer estabilização de emergência em 13,2 hectares.

A Câmara Municipal de Manteigas protocolou intervenção em 14 km de rede hídrica, com uma verba de 908 mil euros e 746 mil euros para 106 km de rede viária a intervir e para a estabilização de 529 hectares.

Gouveia rubricou com a APA um protocolo de 650 mil euros para intervir em 26 km recursos hídricos, e 330 mil euros com o ICNF para 94 km de rede viária e 83 hectares a estabilizar.

A Câmara Municipal da Guarda protocolou com a APA 1,6 milhões de euros, para intervir em 67 km de rede hidrográfica e 1 milhão de euros com o ICNF para intervir em 143 km de rede viária e 387 hectares a estabilizar.

Com Celorico da Beira foram protocolados 120 mil euros para a rede hidrográfica e 279 mil euros para 19km de rede viária e 167 hectares de estabilização de emergência.

Com as comissões de baldios destes municípios, nomeadamente com os baldios de Folgosinho, de S. Pedro de Manteigas, de Sameiro, de Santa Maria de Manteigas, de Vale de Amoreira, de Loriga, de Vila do Carvalho e do Sarzedo foram rubricados contratos-programa com um valor total de 847 mil euros.

Já com as entidades gestoras zonas de caça foram contratualizados 188 mil euros, para permitir a instalação de abrigos e bebedouros, entre outros, para toda a fauna selvagem, não só para a cinegética.

Com os Guardiões Serra da Estrela, para “continuar o trabalho de sensibilização e gestão que têm estado a desenvolver nos últimos tempos, frisou o Secretário de Estado das Florestas, João Paulo Catarino, foi celebrado um protocolo de apoio no valor 84 mil euros.

A cerimónia de assinatura decorreu no salão nobre da Câmara Municipal da Covilhã, na passada sexta-feira, e contou com a presença do ministro do Ambiente e Acção Climática, Duarte Cordeiro, que disse que estas iniciativas visam defender “o tesouro nacional” que constitui a Serra da Estrela. “Na Serra da Estrela nascem dois dos principais rios nacionais – o Mondego e o Zêzere. É um geoparque reconhecido pela UNESCO. É uma reserva biogenética do Conselho da Europa, pela singularidade do património natural aqui existente. É também um importante local de visita e de fruição de portugueses e de estrangeiros. É um tesouro nacional, e temos de preservar estas áreas que nos fornecem água, bens ambientais intangíveis, produtos sustentáveis de elevado valor económico, ar puro e paisagens. Temos de cuidar dos nossos tesouros”, disse o governante.

O Ministro vinca que o que aconteceu a 6 de agosto “tem de servir de lição”, obrigando a “interrogações e reflexões profundas” em todos os sectores. Ainda assim, o governante, frisa que “agora o tempo é de acção”, para minimizar ainda mais danos, razão pela qual foi possível, em dois meses agilizar estes protocolos, explicou o Secretário de Estado de Estado das Florestas, João Paulo Catarino, que também esteve na Covilhã.

No final, aos jornalistas, Vítor Pereira, presidente da Câmara Municipal da Covilhã, destacou que estes protocolos significam “confiança”, frisando que “as autarquias têm agora meios financeiros” para fazer o que é urgente, antes que cheguem as chuvas, caso contrário, haverá “sérios problemas”, alertou.

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