Aprovada moção pela reposição de freguesias

Na última Assembleia Municipal
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A Assembleia Municipal da Covilhã aprovou por maioria (33 votos a favor e sete abstenções da bancada da coligação Juntos Fazemos Melhor-PSD/CDS) uma moção pela reposição das freguesias que foram agregadas na última reforma administrativa do território.

O documento foi apresentado pelo deputado da CDU, Marco Gabriel, que lembra que a moção não era de âmbito nacional, mas sim concelhia, o motivo apontado pelos deputados PSD/CDS para se absterem.

Vanda Ferreira (PSD/CDS) lembra que as freguesias necessitam de “outro olhar”, recorda que vai entrar em vigor legislação que permite a desagregação de freguesias que o queiram fazer, apontando casos como Casegas/Ourondo, Peso/Vales do Rio ou Covilhã/Canhoso como passíveis de tal intenção. Mas justifica abstenção da bancada da coligação Juntos Fazemos Melhor porque moção “é abrangente a todo o País e não sobre o concelho apenas. E tem por base um projecto do PCP que não foi aprovado.” A deputada afirma que existem freguesias no País “que estão satisfeitas com as uniões”, mas que há casos em que as freguesias não reúnem condições para a reversão, nomeadamente o número de habitantes exigido. “Cada caso é um caso e a reversão deve ter isso em conta. Há uniões que foram benéficas” lembra.  Na cidade da Covilhã, Vanda Ferreira recusa a ideia de se voltar a ter quatro freguesias autónomas. “Isso não faz sentido” afirma.

Hélio Fazendeiro, do PS, diz que a agregação de algumas freguesias foi “absurda”, nomeadamente nas zonas rurais, mas que essa medida teve um pai: “o governo do PSD/CDS”. Já a possibilidade dade de desagregação “também tem paternidade: o Governo do PS. Por isso votamos a favor, apesar da moção não ser da nossa autoria.”

Nuno Reis, do PSD/CDS, garante que quem agregou “não foi o PSD/CDS, mas sim a dívida brutal que o PS deixou.”

Marco Gabriel, da CDU, recorda que a desagregação é apenas “para uniões de freguesia que assim o desejem”, mas aconselha trabalho imediato nessa área. “Temos um ano, não é muito tempo. E é preciso chamar as populações a participarem” afirma.

(Notícia completa na edição papel)

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