Arranca na próxima sexta-feira, 12, a 19ª edição do “Até os Santos Dançam”, uma iniciativa que visa assinalar o mês dos Santos Populares, e que decorre no Jardim Público da Covilhã. A iniciativa, organizada pela Banda da Covilhã, Associação Cultural Desertuna e Covilhã Eventos, com o apoio da Câmara, promete animar as noites de junho com muita música, tradição, gastronomia e convívio.
Ao longo de várias sextas-feiras e sábados do mês de junho, o Jardim Público transforma-se num espaço de celebração dos Santos Populares, “mantendo viva uma tradição que, ano após ano, reúne centenas de pessoas de todas as idades”, explica a organização. O evento tem entrada livre.
Segundo a organização, a componente gastronómica continua a ser um dos grandes atrativos da iniciativa, destacando-se a sardinha assada e outros petiscos típicos da região, servidos num espaço de restauração preparado para acolher todos os visitantes. “Os tradicionais bailes à moda antiga serão novamente o ponto alto da programação, contando com a participação de vários artistas da região. A animação será ainda complementada pelas tradicionais fogueiras dos Santos Populares e pela transmissão em ecrã gigante dos jogos da Seleção Nacional de Portugal, proporcionando momentos de convívio e emoção coletiva”, explica a organização.
Na sexta, o baile é animado por Emanuel Silva, a partir das 22:30. Sábado, é a vez do duo Luís e Ilda. Na quarta-feira, 17, será transmitido, a partir das 18 horas, o jogo entre Portugal e Congo, do Mundial de Futebol, em ecrã gigante. Até dia 27, sempre às sextas e sábados, passam pelo arraial Virgílio Faleiro, Hugo Alvarinhas, Rui Quinas e Paulo Castanho.
Recorde-se que na última reunião pública do executivo covilhanense, a 22 de maio, alguns moradores e empresários da zona do Jardim manifestaram a sua preocupação com um eventual alargamento do horário e dias de realização do evento, pedindo a manutenção dos limites anteriormente definidos para o evento. E consideraram que o atual modelo do evento tem impactos negativos no descanso dos moradores e na atividade económica local. Hélio Fazendeiro, presidente da Câmara, garantiu que o município não iria autorizar um aumento do número de fins de semana do evento, dizendo que estava definido que o evento decorreria nos mesmos moldes do ano passado, limitado a três fins de semana e com horário até às duas da manhã. O presidente da autarquia admitiu apenas uma exceção no dia das Marchas Populares (sábado, 13), justificando que, devido ao término tardio das atuações no Pelourinho, poderia haver alguma flexibilidade horária nesse dia específico. O autarca admitiu as dificuldades que podem causar festas até às quatro ou seis da manhã e disse que a autarquia estava a trabalhar para compatibilizar interesses.
