O presidente da Câmara de Manteigas, Flávio Massano, garantiu esta manhã, na reunião do executivo, que amanhã irá reunir com o Presidente da República, António José Seguro, para lhe dar conta do problema da derrocada que levou ao fecho da Estrada Nacional 232, que liga a vila às Penhas Douradas. Recorde-se que Seguro está a realizar a sua primeira presidência aberta, que se iniciou no distrito de Castelo Branco, na zona do Pinhal. “Amanhã, às 10 da manhã, vou estar com o senhor Presidente da República e, portanto, vou-lhe passar, obviamente, esta situação”, afiançou o autarca, que diz que “toda a pressão” ou apoio mediático que António José Seguro possa dar à vila “é bem-vindo”.

Esta manhã, o tema da estrada, que não se sabe quando reabrirá, e em que condição, voltou ser discutida na reunião do executivo. Para já, a alternativa é a ligação pelo caminho de Campo Romão, onde a autarquia conseguiu colocar tout-venan, apesar de ser uma via particular e de ter que ter autorização do Instituto de Conservação da Natureza e Floresta (ICNF). Que sem projeto, e para agilizar as coisas, apenas permitiu esta intervenção. Mas a autarquia está a preparar um projeto para alcatroar cerca de três quilómetros, que terá que submeter às entidades competentes. Flávio Massano assegura que “vamos gastar o dinheiro que for preciso” para que a estrada seja feita e possa ficar no futuro.
Quanto à 232, o autarca anunciou que já esta semana, na sexta-feira, 10, a Infraestruturas de Portugal (IP) deverá apresentar possíveis soluções para a via, numa reunião a ter com a Câmara. Flávio Massano recorda que no espaço de um mês, a IP já fez estudos e já “nos vai apresentar qual é a solução que pretendem explorar”. Ainda assim, o autarca alerta que não se trata de uma solução pronta para avançar para obra: “Não é a solução para irmos para a obra. Como é óbvio, ninguém faz um projeto num mês”, avisa.

Flávio Massano admite que, muito dificilmente, a estrada será reconstruída no mesmo local face à instabilidade do local. “Desconfio que a solução não será manter a estrada no sítio onde ela estava. No sítio onde, passava não há lá nada para agarrar a estrada e o deslizamento de terras continua a acontecer”, recorda o autarca serrano. Flávio Massano admite o impacto negativo que esta situação cria ao concelho, mas a solução definitiva, lembra, irá demorar meses ou anos.
