Autarquia aumenta apoio para construção da sede do Carvalhense

Adenda foi aprovada para 235 mil euros, para fazer face aos custos da inflação. Apoio vai ser pago mensalmente, durante cinco anos, e a colectividade de Vila do Carvalho suporta os encargos com os juros
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A Câmara da Covilhã aprovou uma adenda ao protocolo celebrado com o Carvalhense Futebol Clube com vista à construção da sua sede, para fazer face ao aumento dos custos da obra, devido à inflação, explicou o presidente, Vítor Pereira.

O novo valor do apoio do município é de 235 mil euros, a pagar mensalmente ao longo de cinco anos, informou o vereador com o pelouro do Associativismo, José Miguel Oliveira, segundo o qual o valor a pagar por mês se mantém, mas foi aumentado o prazo de atribuição dessa verba.

“O Carvalhense vai contrair um empréstimo e o município irá apoiar o Carvalhense através de uma mensalidade, durante cerca de 5 anos”, pormenorizou José Miguel Oliveira, que no último 10 de Junho marcou presença no almoço que assinalou os 69 anos da colectividade de Vila do Carvalho.

José Miguel Oliveira acentuou que não é possível calcular com exactidão a percentagem do apoio em relação ao custo total da obra, para responder ao vereador da oposição, Jorge Simões, que colocou a questão, justificando que “durante este período poderá haver oscilação de juros, que fará com que o Carvalhense tenha de aumentar o seu esforço”, mas calcula que a percentagem da comparticipação do município ronde os 85 %.

Segundo o presidente da autarquia, Vítor Pereira, a adenda ao protocolo é já “um reflexo da inflação”, uma vez que, segundo o próprio, o concurso ficou deserto e o mesmo voltaria a acontecer caso o valor da proposta base não aumentasse.

“O financiamento bancário que vai ser obtido por parte do Carvalhense necessita de uma garantia, e a melhor garantia que podiam ter é o protocolo por nós aqui aprovado, de forma fraccionada”, realçou Vítor Pereira.

Jorge Simões, da coligação CDS/PSD/IL, quis saber se o projecto já se encontra aprovado e referiu que o montante de 235 mil euros, para uma sede de um clube, “é um valor bastante razoável de apoio, ao qual não estamos habituados aqui no concelho”.

Vítor Pereira respondeu que a obra “vai ser adjudicada” e que em executivos que o antecederam “existiram apoios altamente expressivos relativamente à construção de infra-estruturas para associações e colectividades do concelho”.

Em Agosto de 2021, o presidente do Carvalhense, Nuno Salcedas, em declarações ao NC, esperava ver em breve assinado o protocolo e informava que a sede estava orçada em 190 mil euros, mais o Imposto de Valor Acrescentado (IVA).

O município assegura o valor da obra e o Carvalhense responsabiliza-se pelo pagamento dos juros do empréstimo a ser contraído para o efeito.

“Os sócios estão ansiosos que a obra se concretize, porque é uma aspiração que vem de há muitos anos, com muitas promessas pelo meio”, salientou o presidente da agremiação de Vila do Carvalho, que destacava ser um clube que, com 69 anos, nunca teve uma sede própria.

A construção do edifício está projectada para um terreno adquirido pelo clube, ao lado da nova igreja, a que, entretanto, foi necessário anexar mais uma pequena parcela.

A futura sede terá dois pisos. O de cima com uma sala multiusos, sala da direcção e um espaço envidraçado, com amplas vistas para o exterior, que pode funcionar como área de convívio. Para o piso térreo está previsto um bar com esplanada, uma sala de jogos e sanitários.

“Temos uma sede antiga e queremos dar maior comodidade aos sócios. A nova sede vai ser um espaço mais atractivo e criar mais condições, não apenas para os sócios, mas ao serviço da população”, vincou o presidente do Carvalhense.

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