O presidente da Câmara da Guarda, Sérgio Costa, garante que irá acompanhar o evoluir da situação, no que diz respeito ao fim do cinema comercial na cidade, mas recorda que a autarquia não pode substituir-se ao setor privado nessa tarefa.
A Cineplace encerrou, na semana passada, as quatro salas que explorava no centro comercial La Vie, deixando a cidade sem cinema comercial. O autarca diz que, pelo que lhe foi dado a entender, “a empresa está em insolvência”, mas “nós não podemos injetar capital na empresa, é ilegal, iríamos todos presos. Mas era bom que alguém no País, porque é uma empresa nacional, averigue como se chegou a este ponto”, disse o presidente do município, Sérgio Costa, à agência Lusa.
O autarca diz que é preciso apurar se foi a falta de público, ou os preços demasiados elevados, que estiveram na origem do fecho, recorda que hoje, com as plataformas digitais, um filme que estreia numa semana, na seguinte está em todo o lado, acessível, e aguarda para ver “o que é que um futuro próximo nos pode trazer. Mais do que isto não sei falar, por agora”, garantiu.
À Lusa, fonte da administração dos centros comerciais La Vie disse que na origem da decisão de encerramento está um PER (Plano Especial de Revitalização) apresentado pela exibidora, tendo em conta que “o modelo de negócio atualmente exigido implica a garantia de números mínimos de afluência de espetadores, condição que tem sido muito difícil de atingir de forma consistente, nos últimos anos”. Terminado o contrato de exploração dos cinemas com a Cineplace, a administração daqueles centros comerciais adiantou que está a estudar “novas soluções e conceitos que possam responder às expectativas da comunidade local”.

