Autênticos “Leões” somam ponto no Estoril

Sporting da Covilhã, com apenas 13 atletas disponíveis, empata frente ao líder, num jogo que quis adiar face à existência de diversos casos positivos de covid-19
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O ataque do “bicho” da covid-19 ao plantel do Sporting da Covilhã deixou os serranos com apenas 13 homens (dois deles guarda-redes) para jogar no Estoril, em partida de 16ª jornada da II Liga. Apesar da tentativa dos serranos em adiarem a partida, a Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) não terá acedido ao pedido, e os que subiram ao relvado do estádio José Coimbra da Mota, no Estoril, viraram autênticos “bichos”. Na garra. Na união. No empenho. Conseguindo um saboroso ponto frente ao líder incontestado da prova.

No final do jogo, Nuno Capucho recusou confirmar quantos casos assolam o plantel. “Não vou dizer se são seis ou sete” disse. Certo é que, dos jogadores mais utilizados, não jogaram Joel, Gleison, Enoh, Daffe, Filipe Cardoso e Gui, supostamente infectados. Além destes, já se sabia que por lesão não poderiam estar Gilberto e Jaime Simões. E também David Santos acabou por não figurar na ficha de jogo. Com as recentes dispensas operadas (Amessam, Edwin e Ídris saíram este mês), os serranos procederam a diversas alterações no onze. O central Filipe Macedo (em bom plano) fez a sua estreia, o jovem Inusah foi pela primeira vez titular, num onze remendado que foi defendendo na maioria do tempo. No banco, as alternativas eram Rui Areias (que entrou para o lugar de Inusah a 15 minutos do fim) e… Igor Araújo, o guardião que há muitos anos defende as cores serranas.

Durante a primeira parte, o Estoril foi pouco acutilante. Perigo, apenas numa ocasião, quando após cruzamento da direita, o avançado João Carlos desviou para a baliza, com defesa atenta de Leo Navacchio. Na resposta, no minuto seguinte, a melhor ocasião de golo dos serranos em toda a partida. Contra-ataque pela direita, com Inusah a descobrir, do lado contrário, João Cardoso, que flectiu para dentro da área e na hora do remate, na cara do guardião contrário, viu Joãozinho dar ligeiro toque na bola que fez com que o tiro acabasse por sair por cima. E no primeiro tempo…foi isto.

Na segunda parte, o Estoril acentuou a pressão, perante um cada vez mais encolhido Covilhã que, de forma guerreira, ia defendendo como podia. Mas os “canarinhos” só se podem queixar de si próprios por não conseguirem os três pontos face às imensas oportunidades criadas. Imperou a garra do leão.

(Reportagem completa na edição papel)

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