Belmonte aprova compra de dois autocarros elétricos

Autarca equaciona, no futuro, comprar mais um, mais pequeno, face ao fim de vida das atuais viaturas que fazem, por exemplo, transporte escolar

O executivo da Câmara de Belmonte aprovou por maioria (abstenção do vereador do PSD/CDS, Humberto Barroso), a aquisição de dois novos autocarros elétricos, através de um ajuste direto com a central de compras do Estado, no valor de 740 mil euros (preço base a que acresce o IVA).

Segundo o presidente da autarquia, António Luís Beites, com estas compras “ainda não ficamos com conforto para todo este transporte”, face às necessidades existentes (a Câmara assume diretamente o transporte escolar), pelo que haverá, “no mínimo, a necessidade de adquirir um autocarro mais pequeno, eventualmente a diesel, uma decisão que terá de ser analisada no futuro”, disse o autarca belmontense.

Segundo Beites, estas duas novas viaturas destinadas ao transporte escolar e às deslocações de jovens das coletividades do concelho são uma necessidade face ao estado das atuais, algumas delas em fim de vida e já sem possibilidade, face à lei, de transportar crianças.  A compra terá de estar executada e paga até 30 de junho, no âmbito de uma candidatura financiada. O autarca recorda que o município, ao contrário de outros na região, chamou a si, diretamente, a tarefa de transportar alunos e que isso obriga a regras, nomeadamente no que diz respeito à antiguidade do material circulante. Além disso, o município contratou num passado recente pessoas para fazerem este serviço.

António Luís Beites esclarece que a aquisição dos veículos é financiada através de uma candidatura, sendo necessário recorrer a um empréstimo para cobrir a parte que não é comparticipada. “Isto é alvo de uma candidatura financiada. Iremos trazer numa das próximas reuniões uma proposta para um financiamento de médio e longo prazo para a componente do autofinanciamento. Iremos fazer um pequeno empréstimo para termos essa alavanca de tesouraria”, adianta.  O presidente de Câmara de Belmonte reforça a necessidade de compra dos automóveis com o facto de Belmonte já não poder, nesta fase, integrar o concurso internacional da Comunidade Intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela (CIM) para estes transportes. “Não é possível reverter a condição enquanto autoridade de transportes e colocar esta competência no âmbito da CIM, cujo procedimento já está em fase final para os próximos cinco anos”, aponta.

O autarca garantiu ainda que, uma vez que os carregadores existentes no concelho não terão capacidade suficiente para “abastecer” viaturas desta dimensão, o município está a conversar com a ENERAREA- Agência Regional de Energia, para a possibilidade de instalar dois carregadores elétricos mais potentes no concelho. “Estamos já em fase final da aquisição de dois carregadores elétricos, sem custos para o município, que serão instalados no município e que irão dar resposta ao carregamento dos autocarros”, afirmou o presidente da Câmara.

Humberto Barroso, eleito pela coligação PSD/CDS, absteve-se na votação. O vereador alegou falta de informação e lembrou que o atual executivo já herdou este dossier do anterior que, contudo, nunca apresentou estudos que provassem que esta era a solução mais vantajosa para concelho. “Tenho as minhas reservas. Foram consideradas outras alternativas? Pelas minhas contas, cada lugar custará 11 mil euros. Tomamos uma decisão sem termos conhecimento de outras opções” disse Humberto Barroso, que questionou o que se fará depois aos autocarros atuais. No entanto, o eleito do PSD/CDS, considerando que o atual executivo foi apanhado com o processo em andamento “e em fase final, e sabendo que existe uma necessidade premente de substituição dos autocarros a combustão, irei abster-me nesta votação”, afirmou.

António Luís Beites, admitindo a pertinência de algumas questões, e “entendendo as questões técnicas”, lembrou que “não sou técnico para as avaliar”.

 

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