Belmonte “exige” ter transbordo da linha férrea

Câmara defende que autocarros que saem da Guarda parem em Belmonte, o único concelho que ficou de fora

A Câmara Municipal de Belmonte “exige” que o concelho não seja discriminado no transbordo rodoviário alternativo à utilização da Linha da Beira Baixa, levado a cabo pela CP- Comboios de Portugal, mas que não contempla qualquer paragem no concelho.

O tema foi discutido esta manhã de sexta-feira, 27, na reunião pública do executivo, com o vereador do PSD, Humberto Barroso, a perguntar quais as diligências que o presidente da Câmara já tinha feito para reverter a situação. “O transbordo esqueceu-se dos concelhos de Manteigas e Belmonte. Não há uma única paragem. A população está prejudicada e não podemos ficar calados perante esta injustiça” disse o eleito social-democrata.

António Luís Beites garantiu já ter reportado a situação ao Ministério das Infraestruturas. “Temos estado em contacto com o senhor secretário de Estado. É inaceitável. Belmonte é o único concelho a ficar desagregado. Espero que seja resolvido, pois não faz qualquer sentido” disse o autarca, que admite que esta é uma “preocupação legítima de todos os belmontenses”. O autarca não aceita que Belmonte seja, ao longo da Linha da Beira Baixa, o único concelho onde não está a ser efetuado o transbordo de passageiros em autocarro, face à suspensão da circulação no troço entre Vila Velha de Ródão e Mouriscas, em fevereiro, após a queda de um talude no troço face ao deslizamento de terras provocado pelas intempéries.

No final da reunião, António Luís Beites lembrou que o autocarro que vai temporariamente fazer o serviço de transbordo “também só tem uma paragem nas cidades. E o que pretendemos é que também Belmonte tenha uma paragem” disse. O autarca recorda que o Parque de Santiago, onde páram autocarros, por exemplo, da Rede Expressos, está a apenas três quilómetros da A23. “Faz sentido que o autocarro que sai da Guarda entre aqui e retome o seu percurso normal para a Covilhã. É isso que temos em cima da mesa e que vamos exigir, porque os munícipes de Belmonte não podem ser discriminados”, afirma. Recordando que o Intercidades “parava em Belmonte”.

Este descontentamento já foi manifestado por algumas juntas, como por exemplo, Caria, onde muita da população local recorre ao comboio, e também pela Associação Move Beiras, sedada na Benespera, que já enviou uma missiva ao Ministério das Infraestruturas e Habitação, ao Ministério da Economia e da Coesão Territorial, aos presidentes da CP e IP e à Presidência da República, manifestando a sua “profunda indignação e repúdio” à forma como está a ser gerida a interrupção da circulação ferroviária na Linha da Beira Baixa.

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