Belmonte: repovoar é a palavra de ordem

Em mais um Dia do Concelho, autarca local alertou para a necessidade de combater o despovoamento. Do Brasil poderão vir novos residentes
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Segundos os últimos Censos, nos últimos dez anos, o concelho de Belmonte perdeu mais de 600 pessoas. Um esvaziamento demográfico, transversal a toda a Beira Interior que, segundo o autarca local, António Dias Rocha, é preciso combater já para não atingir “dimensões impensáveis”. Foi este alerta deixado na terça-feira, 26, durante o Dia do Concelho, em que o município distinguiu com a medalha de prata seis personalidades e uma colectividade.

Dias Rocha lembrou que as festas, após dois anos de pandemia, voltaram a ter alguma normalidade, mas que hoje Portugal “apresenta-se com dificuldades demográficas grandes, em especial, o Interior, pelo que é preciso o regresso das caravelas, criar condições de atractividade para que cidadãos brasileiros se fixem em Belmonte”. O autarca disse que a autarquia, através do protocolo assinado com a Wit Software, “um empreendimento grande no qual depositamos grandes esperanças” já está a trabalhar para ganhar mais população, um problema que “se não for resolvido a breve trecho terá dimensões impensáveis.” Para o autarca belmontense, o despovoamento é, neste momento, “um dos maiores dramas da sociedade portuguesa, em especial do Interior”.

Aproveitando a presença do novo embaixador do Brasil em Portugal, Raimundo Silva, Dias Rocha pediu de novo a criação de um consulado honorário na vila. “Temos geminações com muitas localidades brasileiras, mas falta cumprir o sonho de termos um consulado honorário do Brasil, pois aqui nasceu o Brasil. Belmonte assumirá a responsabilidade total e não criará constrangimentos financeiros ao Brasil” garantiu o presidente da Câmara de Belmonte.

Na resposta, Raimundo Silva lembrou estar em Portugal há pouco mais de um mês, mas prometeu o seu apoio às pretensões belmontenses. “Portugal e Brasil são uma terra só. A independência não desuniu, antes pelo contrário. Não vou prometer, mas vou levar esse desejo” a quem de direito, deixando a vontade de que, nos 200 anos da independência daquele país “se crie em Belmonte o consulado”.

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