Bispo apela à esperança e solidariedade neste Natal

Mensagem natalícia de D. Manuel
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Na apresentação da tradicional mensagem de Natal, o Bispo da Guarda alertou para a notória transformação dos hábitos culturais como uma preocupação que revela a falta de esperança que caracteriza os tempos presentes.

Na mensagem divulgada aos meios de comunicação social, D. Manuel Felício destacou que vivemos um momento em que “tudo o que se refira a Deus é de eliminar, como se não só tivéssemos respeito pela identidade quando silenciamos as convicções mais profundas das pessoas. Temos de encontrar maneira de conjugar as diferenças. ‘Até logo se Deus quiser’, agora não dizem, referem-se a tradições culturais em vez de tradições religiosas, como a queima do madeiro, que se transformou em tradição cultural, mas é uma manifestação de fé”

O Prelado, referindo-se a um “silêncio ensurdecedor” de Deus, que se vive também na diocese da Guarda, crítica o facto de sonegarmos as convicções de dimensão religiosa, juntamente com “este silêncio tem a ver com a dificuldade em que a realidade de Deus seja colocada no palco das relações das pessoas”, garante.

“Vivemos hoje, é certo, um silêncio “ensurdecedor” de Deus, quantas vezes promovido por interesses inconfessados, mas não desistimos de permanecer vigilantes para O escutar, também agraciados pela companhia e pela luz do Seu Espírito”, referiu, sublinhando que “vivemos numa sociedade laica, muito desvinculada do religioso e qualquer expressão de fé se deve eliminar. Quando queremos nivelar as coisas de tal maneira que desfaçamos todas as identidades, estamos a destruir as pessoas e os ambientes”, lamenta D. Manuel.

O bispo da Guarda sublinha, ainda, que o tempo de Natal e a preparação do Advento “convidam-nos a fortalecer a atitude da escuta, para ouvirmos e tentarmos compreender tantos dramas instalados à nossa volta, como é o caso de famílias desfeitas ou gente que perdeu o gosto de viver, porque não trabalhou, porque se enganou nas escolhas da vida ou não tem condições para fazer aquilo para que se julga mais vocacionado ou simplesmente sente o abandono dos familiares, dos amigos ou da sociedade como tal”.

(Notícia completa na edição papel)

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