Um grupo de cerca de 35 bombeiros da corporação da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Covilhã colocou ontem, segunda-feira, ao final da tarde, os capacetes no chão, em frente ao quartel, em sinal de protesto com “vários acontecimentos” dentro da associação.
Em declarações à RCB, o ex-adjunto do comando, Hélio Pinto, disse que “o ambiente é de cortar à faca” dentro da corporação, que existe uma “certa desinformação que leva à desconfiança” e que em causa estão diversos assuntos, como as condições de trabalho, os horários para refeições, os subsídios de turno das Equipas de Intervenção Permanentes (EIP’s) ou as próprias convocatórias das assembleias gerais. “Chegou a hora dos bombeiros manifestarem o seu descontentamento perante a não resolução de vários problemas por parte da direção”, disse Hélio Pinto, que acusa a mesma de “dividir para reinar”.
Hélio Pinto garante ainda que o nome recentemente anunciado (na última assembleia geral da associação) para vir a ser comandante da corporação, Armando Maria, não teve aval dos chefes ou sub-chefes da corporação. “É uma escolha da direção”, assegura.
Joaquim Matias, contactado pela mesma rádio, garantiu que “ninguém fez chegar à direção qualquer descontentamento”.
FOTO: Bombeiros de Portugal
