Uma necessidade há muito identificada, já que o atual edifício, segundo o presidente da direção, tem limitações estruturais e funcionais. A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Fundão já lançou o concurso público para a construção de um novo quartel, uma obra de 4,2 milhões de euros, que se espera esteja pronta até maio de 2028.
Segundo Carlos Jerónimo, presidente da direção, o atual quartel está já desajustado face às exigências operacionais e de segurança, já não tem espaço de estacionamento para as cerca de 70 viaturas existentes, e também revela insuficiências ao nível do espaço para formação ou alojamento, já que data de 1979 e teve apenas uma requalificação, em 1992. Além disso, a associação tem hoje 55 funcionários, 150 bombeiros e quatro equipas de primeira intervenção, formadas por 20 profissionais. “Crescemos muito” afirma Carlos Jerónimo, que recorda que os bombeiros não trabalham apenas na época de incêndios, mas sim “todo o ano, também na resposta a acidentes, à emergência pré-hospitalar ou ao transporte de doentes não urgentes, que só no último ano se traduziu em 1,5 milhões de quilómetros feitos pelas 30 ambulâncias da corporação”.
O responsável frisa que a Associação Humanitária já conseguiu 40% do valor necessário. “Através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), a Câmara do Fundão decidiu cativar uma verba de um milhão e 30 mil euros do valor correspondente ao valor disponível para o município, no âmbito da candidatura feita pela Comunidade Intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela”, refere Carlos Jerónimo. “A associação tem um terreno na quinta do Caranguejo, onde vai ser construído o novo quartel, mas onde também está a fazer um loteamento, com nove prédios e isso será mais uma fonte de financiamento. Contudo, até o loteamento ser feito e vendido, numa primeira fase, iremos fazer um empréstimo bancário”, revela o presidente da direção. A instituição dispõe ainda do atual quartel e de um lote na zona industrial do Fundão que, em caso de necessidade, poderá também alienar. Certo é que “a obra do novo quartel vai mesmo avançar”.

