Câmara da Covilhã reduz factura da água para pessoas em carência económica devido ao Covid-19

Desconto vai até um máximo de dez euros
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A Câmara Municipal da Covilhã decidiu hoje, na reunião realizada por videoconferência, no âmbito do  Plano de Emergência Municipal, a redução em 50 % do valor da factura da água a “pessoas singulares” que se encontrem em situação “de carência económica” comprovadamente devido à “redução de rendimentos” motivada pela assistência a familiares ou por motivos de regime de lay-off, que permite a suspensão do contrato de trabalho ou redução do horário por quebra de actividade com redução de remuneração. Esse desconto vai até um máximo de dez euros.

Entre as várias medidas anunciadas destacam-se a suspensão do estacionamento pago, o alargamento, em Março e Abril, em dez dias úteis, do pagamento das facturas da Águas da Covilhã (ADC) e a suspensão de processos de execução fiscal, contra-ordenações e de processos de cobrança por atraso no pagamento da água.

Em Abril empresas e trabalhadores independentes podem fazer o pagamento “de forma fraccionada”, anunciou o presidente do município, Vítor Pereira.

Carlos Pinto, vereador do Movimento De Novo Covilhã, sugeriu que seja aproveitada a proximidade e os recursos da Faculdade de Ciências da Saúde e do call center para que se crie uma linha regional de atendimento à população, alternativa à saturada Linha de Saúde 24, que “informe e tranquilize” a população e lhe dê a resposta necessária.

O antigo presidente da Câmara da Covilhã propôs que se recorra aos alunos finalistas de Medicina na Universidade da Beira Interior e que se criem condições para que, com os seus conhecimentos, prestem esse serviço a partir das suas casas.

Adolfo Mesquita Nunes, do CDS, salienta ser o momento de “união de esforços” e acentua a importância de garantir uma “rede social” de apoio aos mais idosos, grupos de risco e aos voluntários, para que possam exercer a sua função em segurança.

Vítor Pereira frisa estar a ser articulada com as Juntas de Freguesia um sistema de distribuição de medicamentos e outros bens essenciais a idosos e cidadãos de risco, para além de estar a ser trabalhada a criação de uma linha telefónica de apoio psicológico.

O eleito do CDS alertou ainda para a necessidade de se “trabalhar já” na ajuda ao tecido económico, porque “há muita gente que vai precisar de ajuda”.

“Sugeri a criação de um grupo de trabalho, juntando câmara, associações empresariais e sindicatos, para estudarmos medidas necessárias à reactivação da actividade comercial e empresarial do concelho – já que se avizinha uma crise severa”, vinca, ao NC, Adolfo Mesquita Nunes.

Em Portugal, a Direcção-Geral da Saúde (DGS) elevou hoje o número de casos confirmados de infecção por Covid-19 para 1.020, mais 235 do que na quinta-feira. O número de mortos no país subiu para seis.

Dos casos confirmados, 894 estão a recuperar em casa e 126 estão internados, 26 dos quais em Unidades de Cuidados Intensivos (UCI). Das pessoas infectadas em Portugal, cinco recuperaram. O boletim divulgado pela DGS assinalava 7.732 casos suspeitos até quinta-feira, dos quais 850 aguardavam resultado laboratorial.

Portugal encontra-se em estado de emergência desde a meia-noite de quinta-feira, que se prolonga até às 23h59 de 02 de Abril.

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