Câmara da Covilhã tem 47,3 milhões de euros de orçamento em 2023

Aprovado na segunda-feira passada
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A Câmara Municipal da Covilhã aprovou na passada segunda-feira, 31 de Outubro, um orçamento de 47,3 milhões de euros para 2023, o que representa um acréscimo de 1,1 milhões face a este ano, valor que o presidente do município considerou “ambicioso” e a oposição classificou de “pobrezinho”.
A intervenção na rede rodoviária municipal está igualmente inscrita nos planos para 2023, com destaque para a requalificação da estrada entre Unhais da Serra e o cruzamento da Nave de Santos António, bem como para a realização de obras na ligação entre o Paul e Cortes de Baixo, na ligação entre Casegas e Ourondo ou ainda o melhoramento do cruzamento da Boidobra.
Estas explicações que não convenceram os vereadores da coligação CDS/PSD/IL, que consideraram que o orçamento não apresenta uma verdadeira estratégia de desenvolvimento económico.
“Entendemos que este é um documento pobrezinho em termos de projetos essenciais para o futuro e é um documento que não define qualquer orientação estratégica para o concelho”, disse Pedro Farromba.
O vereador explicou ainda que a oposição optou pela abstenção por reconhecer que o documento incorpora medidas de apoio social, mas também apontou que algumas das propostas ficaram de fora. Nos exemplos, apontou a questão dos passes sociais gratuitos até ao 12.º ano, sendo que, posteriormente, o presidente da autarquia garantiu que essa medida é para aplicar já em 2023.
O aumento com a despesa de pessoal, com a previsão da contratação de 152 novos funcionários e sem que tal esteja relacionado com a transferência de competências, ou a alienação de habitação social no concelho foram outros dos aspetos criticados por Pedro Farromba.
Na resposta, Vítor Pereira considerou que a oposição fez uma leitura “abstrusa” do documento e garantiu que as previsões quanto à contratação de pessoal se prendem com a necessidade substituir funcionários que se reformaram, bem como com a existência de uma bolsa de contratação.
Quanto à venda da habitação social, justificou que a inscrição de uma verba nessa componente decorre da lei.
O orçamento ainda tem de ser votado na Assembleia Municipal, órgão no qual o PS tem maioria.

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