Câmara da Guarda defende abertura célere do porto seco

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O presidente da Câmara Municipal da Guarda, o independente Sérgio Costa, defende que o porto seco previsto para aquela cidade “deve abrir o mais rapidamente possível” para dinamizar a economia local e criar hábitos nas empresas. “Já defendemos junto da entidade responsável que o porto seco deve abrir o mais rapidamente possível, no terminal ferroviário existente”, disse à agência Lusa Sérgio Costa, que tomou posse como presidente da Câmara da Guarda há um ano, depois de encabeçar a candidatura pelo movimento independente Pela Guarda (PG), que conquistou a autarquia ao PSD.

Segundo o autarca, o porto seco deve iniciar a sua atividade no terminal ferroviário existente junto da estação da cidade, embora seja num “espaço mais pequeno” do que o definitivo.

Justificou a medida para que sejam iniciadas “as dinâmicas da logística, as dinâmicas da economia, das empresas, para criar hábitos nas empresas, da agregação e desagregação de cargas na Guarda, alfandegamento e desalfandegamento”, a “importação e exportação, tudo a partir da Guarda, naquele espaço”.

O seu desejo é o de que o porto seco previsto para a cidade “abra já no próximo ano, no mais curto espaço de tempo”.

“Enquanto isso, projetar-se-á o futuro porto seco, com uma dimensão muito maior e noutro local. Mas, não vale a pena nós estarmos a pensar em termos a floresta toda de um dia para o outro. Não. A floresta faz-se com árvores, uma atrás da outra. E é isto que nós defendemos. Que o porto seco comece a funcionar já naquele espaço, já no próximo ano, no mais curto espaço de tempo. E, no entretanto, projetar-se-á a localização do grande porto seco do futuro”, defendeu.

Segundo um decreto-lei publicado em março em Diário da República (DR), a gestão do terminal ferroviário de mercadorias da Guarda vai passar da Infraestruturas de Portugal (IP) para a Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL).

A decisão vai permitir que seja criado na cidade beirã um porto seco, cujo conceito legal criado em 2019 “potencia a concentração e o desembaraço das mercadorias que circulam entre armazéns de depósito temporário, aumentando a competitividade dos portos e do setor exportador e importador nacional”, segundo o texto legislativo.

Sérgio Costa também referiu à Lusa que o porto seco é “fundamental” para o futuro da Guarda.

“Ambicionamos ser o `hub` [plataforma] do interior ao nível da logística. Queremos que a Guarda seja a capital regional da logística e tem todas essas potencialidades”, disse, apontando que no território se cruzam duas autoestradas (A25 Aveiro – Vilar Formoso e A23 Guarda – Torres Novas) e as linhas ferroviárias da Beira Alta e da Beira Baixa.

O autarca independente também lembrou que quando tomou posse dos destinos do município o estudo do porto seco que estava feito “era para que ele crescesse para cima das casas, no Bairro de Nossa Senhora de Fátima”.

“E nós sempre dissemos que porto seco sim, mas não pode ser em cima das casas”, rematou.

Ainda no plano económico, lembrou que a autarquia deseja que as empresas instaladas no concelho “criem cada vez mais riqueza para atraírem mais gente e criarem postos de trabalho”.

No turismo, destacou que, após a tomada de posse do atual executivo, foi iniciado o trabalho para “recuperar o tempo perdido” na execução dos Passadiços do Mondego, que foram inaugurados no domingo.

Quanto ao Hotel de Turismo, que está fechado desde 2010 e que o Governo desafetou do Programa REVIVE por o mercado não ter respondido às ofertas públicas, salientou que a medida permitirá encontrar uma solução de “curto/médio prazo”, porque “a Guarda precisa das camas do Hotel de Turismo”.

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