Câmara pede reunião ao Governo para discutir futuro do Hotel Turismo

Concurso ficou deserto
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O presidente da Câmara da Guarda disse na segunda-feira, 14, que pediu uma reunião ao Governo para abordar o assunto da reabertura do antigo Hotel de Turismo, por o novo concurso lançado para a sua concessão ter ficado deserto.

O Governo anunciou, em Julho de 2021, o lançamento de um novo concurso para a concessão do antigo Hotel Turismo da Guarda, encerrado há vários anos, mas, segundo o autarca, não foram apresentadas propostas.

“Já pedi uma reunião à tutela governamental e nessa reunião iremos falar sobre todos os temas, sem tabus. Até lá, mais não posso dizer, nem devo dizer. Não devo especular o que quer que seja”, disse Sérgio Costa (Movimento Pela Guarda) aos jornalistas, no final da reunião quinzenal do executivo.

Sérgio Costa reafirmou, no entanto, o que sempre disse sobre o assunto: “Nós sempre referimos: Se o Estado não for capaz, o negócio tem de voltar atrás. Sempre disse isto e direi sempre isto até à exaustão”.

“Aconteceu o que aconteceu e agora queremos perceber as intenções do Governo nesta matéria. Sabemos bem que estamos perante um Governo de transição. O próximo Governo tomará posse no final deste mês, mas nós não queremos esperar por isso. E, por isso, é que com a atual tutela já fizemos um pedido de reunião para podermos dialogar”, explicou.

O autarca quer sentar-se à mesa com o Governo, “num diálogo franco e aberto” para “encontrar a solução” para o Hotel de Turismo.

Sérgio Costa lembrou, ainda, que no período do concurso “houve visitas” ao edifício por parte de possíveis investidores, mas os mesmos acabaram por não concorrer.

Em Julho de 2021, o gabinete do ministro de Estado, da Economia e Transição Digital, referiu que, no âmbito do concurso, “o imóvel será concessionado por 50 anos para exploração com fins turísticos, por uma renda mínima anual de 35.317,80 euros”.

A informação especificava que o espaço seria colocado a concurso no âmbito do programa Revive. Era uma nova tentativa para que o espaço pudesse ser recuperado e utilizado, depois de o primeiro contrato de concessão ter sido revogado.

“Em Maio de 2018, foi assinado contrato de concessão para a recuperação e exploração deste imóvel pelo consórcio composto pelas sociedades MRG Property, S.A. e MRG – Construction, S.A., mas o projecto não avançou, devido a dificuldades financeiras com que o grupo concessionário, entretanto, se defrontou”, apontava o comunicado da tutela.

Acrescentava que “o contrato foi revogado, sendo agora lançado novo concurso que pretende dar, finalmente, uma nova vida a este emblemático edifício da cidade da Guarda, projectado em 1936 pelo arquitecto Vasco Regaleira”.

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