Campo nº 1 do Complexo Desportivo interdito

Câmara suspende utilização durante, pelo menos, um mês, para recuperar o relvado

Interditado. O campo nº1 do Complexo Desportivo foi encerrado pela Câmara da Covilhã durante, pelo menos, um mês, face aos problemas que tem apresentado nas últimas semanas que, inclusive, levaram à não realização de um jogo do nacional de juniores entre o Sporting da Covilhã e Naval.

Na quinta-feira, 15, durante a reunião pública do executivo, o vereador da coligação CDS/PP/Il, Eduardo Cavaco quis saber qual o ponto da situação de uma infraestrutura que está “à beira do ridículo”, lembrando que também a pista de atletismo, há 13 anos, apresenta problemas, e com esta interdição, muitos jovens vão ficar privados de praticar futebol. “É inadmissível que uma cidade que se diz do desporto trate assim os seus cidadãos”, disse.

Na resposta, Hélio Fazendeiro, presidente da Câmara, garantiu que a autarquia está atenta à situação que acontece devido à sobrecarga de utilização do relvado. Segundo o autarca, em média, realizam-se no relvado 18 treinos semanais, de cerca de hora e meia, quando um relvado desta natureza deveria ter, no máximo, dez horas de utilização semanais. Um “bom problema” já que advém do facto da Covilhã ter uma comunidade jovem e ativa, com muitas associações a praticarem desporto.

O vereador com a pasta do desporto, Luís Marques, explicou que no início de dezembro se limitou a utilização do relvado por parte da equipa principal do Sporting da Covilhã, benjamins e petizes, quando anteriormente também treinada a equipa B dos serranos e juniores, “na esperança” de conseguir recuperar o relvado, o que não se verificou. “Não foi possível e esta semana tivemos de interditar a utilização do campo, previsivelmente por um mês, que é o tempo que estimamos para a recuperação do relvado. Não queremos colocar em risco nenhum atleta. Não queremos colocar em risco quem lá faz os jogos”, disse Luís Marques, que sublinha que um dos principais constrangimentos na gestão dos campos é a sua utilização intensiva. “Nós temos uma utilização muito acima daquilo que são as condições para relvados naturais. Só para termos uma ideia, o número de treinos anual no campo nº 1 superou o número de dias do ano. Foram realizados 372 treinos naquele relvado. Portanto, significa que, em média, houve um treino por dia durante todo o ano. A verdade é que nós temos dois a três treinos por dia naquele relvado. É praticamente impossível aos nossos serviços garantirem que a relva está em condições para a prática desportiva”, salienta. O autarca recordou que durante o verão foram realizadas intervenções nos relvados do Complexo, mas que em novembro, com os trabalhos no Campo nº 2, acabou por haver uma sobrecarga na utilização do Campo nº 1, agravando o seu estado. O NC sabe que, já prática que vinha época anterior, algumas equipas do Sporting da Covilhã, nomeadamente a principal, têm recorrido a concelhos vizinhos, como Belmonte e Fundão, para treinar, de modo a “aliviar” os relvados na Covilhã.

Luís Marques garante que a decisão de suspender a utilização do campo foi em concordância com os clubes que o utilizam, nomeadamente Sporting da Covilhã e ADE, e que se estão a procurar soluções para que as equipas não fiquem sem treinos, sendo o recurso aos sintéticos de Belmonte e Fundão uma das hipóteses.

Hélio Fazendeiro recordou ainda que o antigo pelado do Maia Campos, no Teixoso, está a ser requalificado, esperando que ainda no primeiro semestre deste ano possa estar pronto, e em condições de utilização no arranque da próxima época desportiva.

Para este domingo estava marcado, no Complexo Desportivo, o jogo entre a equipa B do Sporting da Covilhã e o Proença-a-Nova, para a Taça de Honra José Farromba, que deverá mudar de local, embora até este momento a Associação de Futebol de Castelo Branco não tenha ainda divulgado a alteração.

FOTOS: JOÃO MARTINS

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